BRASIL, CORAÇÃO DO MUNDO, PÁTRIA DO EVANGELHO
ENCERRANDO O CAPÍTULO XV
"O século XIX começava a viver embalado pelo fragor das armas, em todas as direções.
Portugal alia-se à Inglaterra, resistindo às ordens supremas do conquistador. Bonaparte assina um tratado com a Espanha, que já se havia dobrado às suas determinações, e ordena a invasão imediata de Portugal.
A Inglaterra, com a sua prudência, sugere à Casa de Bragança a retirada para o Brasil. D. João VI hesita, antes de adotar semelhante resolução. O grande príncipe, tão generoso e tão infeliz, é encontrado, nas vésperas da partida, a chorar convulsivamente em um dos aposentos privados do palácio; mas, aquela decisão era necessária e inadiável. A frota real velejou do Tejo a 29 de novembro de 1807, a caminho da colônia e, mal havia desaparecido nas águas pesadas do Atlântico, já os soldados de Junot se apoderavam de Lisboa e de suas fortalezas, com ordem de riscar Portugal da carta geográfica européia.
Contudo, os gênios espirituais velavam pelos vencidos e pelos humilhados.

(Chegada da Família Real portuguesa ao Rio de Janeiro em 7 de março de 1808. Quadro de Geoffrey Hunt. 1999, óleo sobre tela. Fonte: http://www.arqnet.pt/portal/imagemsemanal/novembro0203.html)
D. João VI chega ao Brasil em janeiro de 1808, depois de uma viagem cheia de acidentes e contrariedades.
O bondoso príncipe encontraria, na terra do Evangelho, a hospitalidade que os reis de Castela não encontraram nas suas colônias da América do Sul, quando acossados pelas mãos de ferro do ditador. A Casa de Bragança ia dilatar até aqui os limites do seu reino, reconhecida e feliz por encontrar no Brasil a compreensão e a bondade, o acolhimento e o amor."
(Trecho extraído do livro "Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho" de Humberto de Campos, psicografado por Francisco Cândido Xavier, pgs. 130-131.)
"A mudança da família real e da Corte portuguesa para o Brasil foi conseqüência da situação européia no início do século XIX. Naquela época, a Europa estava inteiramente dominada pelo imperador dos franceses, Napoleão Bonaparte. Com sua política expansionista, ele submetera a maior parte dos países europeus à dominação francesa.
(...) Em 1806, Napoleão decretou o Bloqueio Continental, obrigando todas as nações da Europa continental a fecharem seus portos ao comércio inglês. Com essa medida, Napoleão pretendia enfraquecer a Inglaterra, privando-a de seus mercados consumidores e de suas fontes de abastecimento. Nessa época, Portugal era governado pelo Príncipe Regente Dom João, pois sua mãe, a Rainha Dona Maria I, sofria das faculdades mentais.
Pressionado por Napoleão, que exigia o fechamento dos portos portugueses ao comércio inglês, e ao mesmo tempo pretendendo manter as relações com a Inglaterra, Dom João tentou adiar o mais que pôde uma decisão definitiva sobre o assunto.
Se aderisse ao Bloqueio Continental, Portugal ficaria em condições extremamente difíceis, porque a economia portuguesa dependia basicamente da Inglaterra. Os ingleses eram os maiores fornecedores dos produtos manufaturados consumidos em Portugal e também os maiores compradores das mercadorias portuguesas e brasileiras. A Inglaterra, por sua vez, também não queria perder seu velho aliado, principalmente porque o Brasil representava um excelente mercado consumidor de seus produtos.
Para resolver a situação de acordo com os interesses de seu país, o embaixador em Lisboa, Lorde Percy Clinton Smith, Visconte de Strangford, conseguiu convencer Dom João a transferir-se com sua Corte para o Brasil. Desse modo, os ingleses garantiam o acesso ao mercado consumidor brasileiro.
A transferência da Corte era uma boa solução também para a família real, pois evitava a deposição da dinastia de Bragança pelas forças napoleônicas.(...)"
Fonte: http://www.brasilescola.com/historiab/corte-portuguesa.htm

FLORES PARA VOCÊS!!!
Escrito por Mari às 09h56
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