"Em 1792, D. João assumia a direção de todos os negócios do trono português, em virtude da perturbação mental de sua mãe, D. Maria I. (...)
Em 1789, estalara a Revolução Francesa, modificando a estrutura de todos os governos da Europa. Depois da sua reunião em Versalhes, no dia 5 de maio de 1789, os Estados Gerais se transformaram em Assembléia Constituinte e, a 14 de julho do mesmo ano, o povo, oprimido e dilacerado pelas flagelações e pelos impostos, derrubava a Bastilha, esfacelando o símbolo do despotismo da realeza. Luís XVI é guilhotinado a 21 de janeiro de 1793. Instala-se a república francesa sobre um pedestal de sangue, que corre abundantemente nas praças de Paris. Após a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, as coletividades da França se haviam entregado àqueles anos de embriaguez no morticínio. (...) O período do Terror é a grande ameaça ao mundo inteiro. Esse período, porém, se encerra com a morte de Maximiliano Robespierre, no cadafalso para o qual os seus excessos de autoridade haviam mandado inúmeras vítimas."
A BASTILHA

A Bastilha foi construída em 1370 e tornou-se uma prisão durante o reinado de Carlos VI; no entanto foi durante a Regência do Cardeal Richelieu, no século XVII que tornou-se uma prisão para nobres ou letrados, adversários políticos, aqueles que se opunham ao governo ou mesmo à religião oficial.
No dia 14 de julho a Bastilha abrigava apenas 7 prisioneiros, no entanto a multidão invadiu-a tanto por representar um símbolo do absolutismo, como para tomar as armas que haviam em seu interior.
A REVOLUÇÃO
A importância da Queda da Bastilha reside no fato de que a partir desse momento a revolução conta com a presença das massas trabalhadoras, deixando de ser apenas um movimento onde deputados julgavam que poderiam eliminar o Antigo Regime apenas fazendo novas leis.
(...)

O Rei Luís XVI
Na medida em que a nobreza recusou-se a abrir mão de seus privilégios, o rei Luís XVI viu-se forçado a convocar a Assembléia dos Estados Gerais, que reuniria os representantes da Nobreza, do Clero e do Povo (burgueses). As manobras políticas da realeza tinham por objetivo fazer aprovar nova legislação, que preservaria os privilégios do 1° e 2° estados e ao mesmo tempo sobrecarregariam o 3° estado.

Reunião da Assembléia Nacional
Em 17 de junho os representantes do povo se auto proclamam Assembléia Nacional.
(...)
Enquanto os deputados se reuniam na Assembléia, o rei reunia tropas na tentativa de evitar o movimento revolucionário, foi nesse contexto que formou-se a "Milícia de Paris" e no dia seguinte as ruas e a Bastilha eram do povo.
O movimento revolucionário saia às ruas; percebia-se que somente com a participação e o apoio popular poderiam haver mudanças significativas. Apesar de organizada e armada, a camada popular urbana defendia a manutenção da Assembléia Constituinte e portanto acreditava que as novas leis poderiam trazer uma mudança significativa.
Ao contrário, no campo, a situação era de marcada por grande radicalização caracterizada por invasões de propriedades senhoriais, onde muitos nobres foram executados, cartórios invadidos, onde os títulos de propriedade feudal eram queimados. Os camponeses não possuíam uma ideologia definida e nem um projeto acabado, porém o movimento — Grande Medo — refletia a situação de profunda miséria vivida no campo.
Ao fugir do controle da burguesia, o movimento camponês foi responsável por uma das primeiras mudanças significativas da Revolução: a 26 de agosto foi aprovada a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, de inspiração iluminista, defendia o direito a liberdade, à igualdade perante a lei, a inviolabilidade da propriedade privada e o direito de resistir à opressão."
(Fonte: http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=179, acessado em 05/06/05)

MAXIMILIEN FRANÇOIS MARIE ISIDORE DE ROBESPIERRE
Nascimento: 06/05/1758, França – Falecimento: 28/07/1794, Paris, França
Causa: Guilhotinado (após tentar matar-se com um tiro no queixo, no Hotel de Ville)
(Fonte: http://paginas.terra.com.br/educacao/projetovip/0506.htm, acessado em 05/06/05)
"Robespierre (...) foi uma das figuras mais expressivas da Revolução Francesa. Deputado pelo Tiers Ètat em 89, segundo Mirabeau, era um homem "que acreditava no que dizia", uma espécie de fanático de si mesmo. Ganhou a alcunha de "Incorruptível" por sua intransigência com todas as coisas em que punha pontos de honra. Em certo momento dominou a Convenção revolucionária e se opôs a uma Constituição fundada sobre normas jurídicas normais, defendendo a prorrogação de "um Direito Revolucionário". Em nome desse Direito, enviou muita gente à guilhotina. Em nome dele, perdeu também a cabeça nos dias do Terror."
(Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/almanaque/leituras_09jul00.htm, acessado em 05/06/05)
Pour vous, les plus belles fleurs !!!

PARA VOCÊS, AS MAIS BELAS FLORES !!!