Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho
XIII – POMBAL E OS JESUÍTAS
"Após o reinado de esbanjamento de D. João V, sobe ao trono de Portugal D. José I, como o quinto rei da dinastia bragantina. O soberano escolhe para seu primeiro ministro (...) Marquês de Pombal.
As falanges espirituais, desvelando-se pela evolução portuguesa, haviam escolhido previamente esse homem, para a reconstrução das energias da pátria (...). O escolhido, porém, não soube corresponder integralmente às sagradas expectativas dos gênios espirituais da terra portuguesa. (...)
Pombal ascendera à posição de ministro depois de absorver as idéias novas que percorriam os setores de todas as atividades do Velho Mundo, ao sopro dos enciclopedistas. O campo diplomático já lhe dera a conhecer a técnica política de um Roberto Walpole e, enquanto a sua pátria se algemava aos tribunais da Inquisição, com sérios prejuízos para a educação nacional, o cérebro se lhe povoava de planos audazes e reformadores.
Elevando-se ao trono em 1750, D. José I escolhe-o, imediatamente, para chefe supremo do seu governo e, quando em 1755 foi Lisboa parcialmente destruída por um terremoto, o ministro renovador teve oportunidade de demonstrar a sua capacidade criadora, reedificando a cidade, que renasceu dos seus esforços mais engrandecida e mais bela.
O Marquês de Pombal, todavia, desde os primórdios de sua ação no governo, não tolerava os jesuítas que, nas cortes européias, se intrometiam em todos os negócios da política do século, com a pretensão de imunizar o mundo inteiro das correntes de pensamento da Reforma."
(Trecho extraído do livro "Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho", de Francisco Cândido Xavier, pelo espírito Humberto de Campos, pgs. 109-110).

Marquês de Pombal
Sebastião José de Carvalho e Melo nasceu em Lisboa em 13 de maio de 1699. Estudou em Coimbra, primeiramente direito, depois história. (...) Fez carreira e atuou em missões diplomáticas. Implantar uma série de reformas com o fim de modernizar Portugal e suas colônias. Seu projeto era restaurar a economia portuguesa, diminuindo a influência externa, particularmente da Inglaterra.
Em 1755 ocorre um terremoto que destrói a cidade de Lisboa, Pombal vê a oportunidade de reconstruir a cidade com feições mais modernas e racionais tirando-lhe a feição medieval.
O desejo de Pombal com todas estas reformas era o fortalecimento do Estado, de acordo com a lógica do absolutismo, combatendo assim aqueles que lhe opunham, afastando todos os que se colocavam contra suas reformas.
Pombal foi um dos representantes do despotismo esclarecido que justificava o poder absoluto do monarca, não pelo direito divino, mas pelo princípio da racionalidade. Nenhuma contestação à autoridade do rei era tolerada, daí a expulsão da Companhia de Jesus de Portugal e seus domínios com o seqüestro dos seus bens em 1759. Mais de seiscentos jesuítas foram expulsos do Brasil.
Em relação ao Brasil, Pombal reforçou os laços mercantilistas com a colônia. Criou a Companhia Geral do Comércio do Grão-Pará e Maranhão em 1755, dando a esta direitos exclusivos de navegação, tráfico de escravos e compra e venda das drogas do sertão. Da mesma forma, transferiu a capital de São Luís para Belém, ponto estratégico para o comércio da região amazônica.
A Companhia do Grão-Pará e Maranhão e a Companhia de Comércio de Pernambuco e Paraíba, criada em 1759, monopolizavam o comércio da colônia, só assim, acreditava Pombal, poder-se-iam garantir os lucros para Portugal. Os jesuítas foram extremamente prejudicados pois suas missões eram sustentadas com o comércio que agora lhes estava proibido.
Com a morte de D. José I (1777) e a ascensão de D. Maria I, Pombal pede demissão, a nova administração abre um processo contra ele e em 1780 é considerado culpado. É banido então para sua propriedade, e vem a falecer lá em 8 de maio de 1782.
A nova rainha anulou a política pombalina, determinando o fim das companhias de comércio; isso valeu-lhe o apelido de "a Viradeira".
Fonte: http://www.enciclopedia.com.br/MED2000/pedia98a/bioh8hf9.htm. Adaptação.

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Escrito por Mari às 09h19
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