Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho
XII - NO TEMPO DOS VICE-REIS

(Fonte: http://www.rio.rj.gov.br/multirio/historia/modulo02/tema35_2.html )
"A ação espiritual das falanges de Ismael, reunidas ao esforço dos elevados espíritos que reconstruíam as energias portuguesas, intensifica-se cada vez mais no coração das duas pátrias irmãs.
Pelo tratado de Methuen, assinado em 1703, a Inglaterra, cujo poderio marítimo se consolidava depois dos grandes feitos das armadas de Portugal, da Espanha e da Holanda, passaria a amontoar o ouro do Brasil, como principal fornecedora do primeiro e de suas colônias. (...) Uma sábia disposição do mundo invisível regulamentara a questão dessa forma, adotando essas providências para que a Pátria do Evangelho fosse colocada a cavaleiro de novos choques de ambição, nos seus territórios. A combinação de Methuen era ruinosa para a indústria portuguesa; mas, nos grandes jogos dos interesses internacionais, semelhantes acordos se faziam necessários. A Inglaterra ficaria com o ouro tangível, enquanto Portugal guardaria o ouro imperecível dos corações, dilatando a sua fé e as suas fronteiras, eternizando o patrimônio das suas tradições e das suas esperanças, no tempo e no espaço.
Nessa época, o Rio de Janeiro já eclipsava todas as cidades do Brasil. (...)
Aí, sob o céu azul que cobre a paisagem tranqüila, os governadores podem fazer, com serenidade imperturbável, seus longos expedientes para a metrópole e os padres podem rezar beatificamente, nos seus breviários, entre as paredes coloniais do Convento de Santo Antônio.
(...) O Rio de então, como as demais cidades não só do Brasil, mas também de Portugal, não primava pela higiene e pela limpeza. (...)
Alguns forasteiros ilustres, que nos visitaram naquela época, arquivaram tristes impressões do Brasil dos vice-reis, cheio dos mais espantosos quadros de imundície. Todavia, um dos espetáculos mais dolorosos e comovedores ofereciam-no os mercados de escravos, como o do Valongo, onde os miseráveis se amontoavam aos magotes, esperando o comprador que lhes examinava os pulsos e os dentes, selecionando os mais fortes para os duros trabalhos das fazendas. Ali, encontravam-se representantes dos negros de Guiné, de Cabinda e de Benguela, que eram separados dos pais e das mães, dos irmãos e dos filhos, nos sucessivos martirológios da raça negra, na qual os próprios padres de Portugal não viam irmãos em humanidade, mas os amaldiçoados descendentes de Cam. (...)"
(Trecho extraído do livro "Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho", de Chico Xavier, pelo espírito Humberto de Campos, pgs. 103-108, grifo nosso.)

(Fonte: http://www.rio.rj.gov.br/multirio/historia/modulo02/tema35_2.html)
Grifo: "descendentes de Cam".
Tentei encontrar o significado da expressão. Me parece que é um termo bíblico, mas não consegui uma explicação para colocar aqui... para nos esclarecer.
Se alguém souber...
Beijos,
Mari
Sobre o Tratado de Methuen
" (...) O mais importante tratado, pelo seu caráter lesivo a Portugal, foi o de Methuen, assinado em 1703, em pleno início da mineração no Brasil. O tratado possuía apenas dois artigos:
Artigo 1°. Sua Sagrada Majestade El Rei de Portugal promete, tanto em seu próprio Nome, como no de Seus Sucessores, admitir para sempre de aqui em diante, no Reino de Portugal, os panos de lã e mais fábricas de lanifício de Inglaterra, como era costume até o tempo em que foram proibidas pelas leis, não obstante qualquer condição em contrário.
Artigo 2º. É estipulado que Sua Sagrada e Real Majestade Britânica, em Seu Próprio Nome, e no de Seus Sucessores, será obrigada para sempre, de aqui em diante, de admitir na Grã Bretanha os vinhos do produto de Portugal, de sorte que em tempo algum (haja paz ou guerra entre os Reinos de Inglaterra e de França) não se poderá exigir direitos de Alfândega nestes vinhos, ou debaixo de qualquer outro título direta ou indiretamente, ou sejam transportados para Inglaterra em pipas, tonéis ou qualquer outra vasilha que seja, mais que o que se costuma pedir para igual quantidade ou medida de vinho de França, diminuindo ou abatendo terça parte do direito de costume.
O Tratado de Methuen estipulou, em síntese, a compra do vinho português em troca de tecidos ingleses. Esse acordo bastante simples foi, entretanto, altamente nocivo para Portugal porque, em primeiro lugar, importava-se mais tecido do que se exportava vinho, tanto em termos de quantidade como em valor; em segundo, as manufaturas portuguesas foram eliminadas pela concorrência inglesa. Por último, dado o desequilíbrio do comércio com a Inglaterra, a diferença foi paga pelo ouro brasileiro. Desse modo, o Tratado de Methuen abriu um importante canal para a transferência da riqueza produzida no Brasil para a Inglaterra."
(Fonte: http://www.culturabrasil.org/vindafamiliareal.htm)
Amigos, estou de volta... Estava ocupada com a elaboração da apresentação do projeto do nosso teatro.
Mas está tudo pronto, graças a Deus.

Brincos de princesa da casa da Tia Nininha!!!
FLORES PARA VOCÊS!!!
Escrito por Mari às 08h30
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