Relicario de Mari


Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho

ENCERRANDO O CAPÍTULO XI...

 "(...) Enquanto se desenrolavam os últimos acontecimentos, governava em Portugal D. João V, o Magnânimo, em cujo reinado ia o Brasil espalhar pela Europa os seus fabulosos tesouros. (...) O ouro e os diamantes do Brasil iam acender no seu trono as estrelas efêmeras do seu fastígio e da sua glória. A fortuna amontoada pela ambição e pela cobiça ia ser espalhada pelas mãos insensatas do rei, imprevidente e incapaz da autoridade de um trono. (...) Em vez de auxiliar a evolução da indústria e da agricultura de sua terra, D. João V levanta igrejas e mosteiros, com extrema prodigalidade, e, enquanto todas as cortes da Europa felicitavam o rei perdulário pelo descobrimento dos diamantes na sua afortunada colônia e se celebram Te-Deuns em Lisboa, em homenagem ao auspicioso acontecimento, pelo Brasil todo se alastravam movimentos nativistas, exaltando os sentimentos generosos da liberdade e preparando, assim, sob a inspiração de Ismael e de suas falanges devotadas, o futuro glorioso dos seus filhos."


(Trecho extraído do livro "Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho", de Chico Xavier, pelo espírito Humberto de Campos, pg. 102, grifo nosso).


Esclarecendo... segundo o Dicionário Aurélio - Século XXI...

[Do lat. te, 'te', 'a ti', + Deum, 'Deus'; Subentende-se laudamus, 'louvamos'.]

S. m. 

1.  Cântico da Igreja católica, em ação de graças, que principia por essas palavras latinas; hino ambrosiano.

2.  Cerimônia que acompanha esse cântico.

[Pl.: te-déuns.]


Enquanto procurava uma imagem para colocar aqui, encontrei uma paisagem linda, que contém uma peculiaridade... Vejam. Localiza-se em Itanhaém. São as maravilhas do nosso Brasil, "esta Terra tão Santa"!

"A Cama de Anchieta é um ponto turístico dos mais visitados. Trata-se de uma formação rochosa encravada entre o costão rochoso da Praia dos Sonhos e o mar. Tem o formato plano com pequeno aclive na parte esquerda.

Segundo a lenda, o beato José de Anchieta, em suas peregrinações por Conceição de Itanhaém, costumava descansar e obter inspiração para as suas anotações, que, naturalmente, devem ter servido de direção para o poema de Virgem."

(Fonte: http://www.itanhaem.sp.gov.br/pt_cama.php)


Amigos,
não pude postar diariamente na última semana. "Estou apertada de costura". Mas é por uma
bela causa. Uma causa que soma com todas as maravilhas que temos aprendido na obra "Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho". Aguardem...
Que Jesus nos abençõe o propósito de estar sempre levando a tantos quantos nos "lerem" as
lições do Seu Evangelho. E que nós permaneçamos NESTE propósito!

 

FLORES PARA VOCÊS!!! 



Escrito por Mari às 23h16
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Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho

Continuando o capítulo XI...

"(...) Em 1683, a Bahia se conflagra, depois de assassinar o alcaide-mor da colônia, Francisco Teles de Menezes, que excitara as antipatias dos habitantes do Salvador. (...) Em 1710, as lutas se fixam na capitania de Pernambuco, que fazia questão de cultivar o sentimento de sua autonomia, desde os tempos da ocupação holandesa (...). Os brasileiros de Olinda abrem luta com os portugueses de Recife, em razão das rivalidades entre as duas grandes cidades pernambucanas, que não se toleravam politicamente. As emboscadas ocasionam ali dolorosas cenas de sangue. Um ano inteiro de choques e sobressaltos assinala o período da guerra dos mascates. Antes, porém, desses movimentos revolucionários em Pernambuco, os paulistas e os emboabas lutavam na região aurífera dos sertões de Minas Gerais, disputando-se a posse do ouro, que abrasava a imaginação do país inteiro. A felonia e a traição constituem o código dessas criaturas insuladas nas matas desconhecidas e inóspitas. (...)"

(Trecho do livro "Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho", de Chico Xavier, pelo espírito Humberto de Campos, pgs. 100-101.)


A GUERRA DOS EMBOABAS

O rápido e caótico povoamento do território das Minas logo provocou problemas. Não era fácil chegar àquela área, o que tornava complexo o abastecimento que vinha de longe. Faltavam escravos, utensílios diversos, animais de carga. Tudo isso acrescido aos perigos dos caminhos nem sempre bem guardados.

 

Desordem e insegurança associadas serviram de pano de fundo para a chamada Guerra dos Emboabas.
Nesses conflitos pelo controle das Minas enfrentaram-se, de um lado, os paulistas - descobridores daquela área - e, do outro, os "emboabas", gente chegada às Minas após os paulistas terem se estabelecido ali.
Outros interesses estiveram em jogo, em um território onde a autoridade real desejava se fixar rápida e definitivamente. A disputa pelo monopólio do comércio de gêneros, por exemplo, gerava desentendimentos com os habitantes das Minas, que pretendiam ver garantido o abastecimento dos arraiais. A Coroa, que impusera a cobrança de taxas sobre toda mercadoria que entrasse nas Minas, enfrentava problemas também para reprimir alguns emboabas que contrabandeavam gêneros alimentícios.
O sangrento conflito, em que o medo, as traições e as vinganças pontuavam como poderosa artilharia, ao lado de pistolas, facas e setas, terminou em 1709, com a expulsão dos paulistas da área, abrindo a possibilidade para a ação da Coroa portuguesa naquele território. Formava-se a região das Minas.


(Fonte: http://www.multirio.rj.gov.br/historia/modulo01/guerra_emboabas.html)


História do Brasil - Guerra dos Mascates 

(Fonte: http://www.multirio.rj.gov.br/historia/modulo01/nobreza_terra.html)

"A Guerra dos Mascates foi um movimento de caráter regionalista cujos principais fatores foram:

• decadência da atividade agroindustrial açucareira em virtude da concorrência internacional;

• desenvolvimento comercial e urbano em Pernambuco;

• elevação do povoado de Recife à categoria de vila.

Com a decadência do açúcar, a situação dos poderosos senhores de engenho de Pernambuco sofreu grandes modificações. Empobrecidos, os fazendeiros de Olinda, pertencentes às mais tradicionais famílias da época, eram obrigados a endividar-se com os comerciantes portugueses do Recife, que lhes emprestavam dinheiro a altos juros. (...)

Recife crescera tanto desde a época do domínio holandês que, em 709, o Rei Dom João V elevou o povoado à categoria de vila. Este fato desagradou os habitantes de Olinda, a vila mais antiga da capitania, embora mais pobre e menos povoada que Recife.

Em 1710, ao serem demarcados os limites entre as duas vilas, teve início a revolta. O governador de Pernambuco, Sebastião de Castro e Caldas, foi ferido por um tiro na perna e, com o agravamento da luta, fugiu para a Bahia.

Sucederam-se os choques entre olindenses e recifenses, e a revolta tomou conta de toda a capitania. Com a nomeação de um novo governador (Felix José Machado de Mendonça), as lutas acalmaram-se. Em 1714, o Reio Dom João V anistiou todos os que se envolveram na revolta, restabelecendo a ordem em Pernambuco. (...)"

(Fonte: http://www.brasilescola.com/historiab/guerra-dos-mascates.php)


No próximo post iremos encerrar o capítulo XI.

 

FLORES PARA VOCÊS!!!



Escrito por Mari às 22h32
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