Relicario de Mari


Para quem não me conhece... ou não nos conhece...

Oi gente! Resolvi não blogar sobre o Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho, hoje.

Vou colocar umas fotos aqui...

Estes somos eu e meu amor, o Du... Estávamos em Nova Viçosa, Bahia, na noite de Ano Novo.

Somos casados há quase 15 anos!!! Nossa! Como o tempo voa...

Essas são nossas filhas, Manuela (13) e Letícia(7).

         

Elas são dois presentes de Deus em nossas vidas!!!

Esta é a Dadô, que nos ajuda a cuidar de nossa casa, das nossas meninas, dos nossos cães... Ela mora em nossos corações!!!

E estes são nossos cães... Yang (Akita), Toby (mistura de Puddle com Cocker) e Paloma (como diz a Manu, uma Bassê-lata).

         

O Yang, quando nasceu, tomou um pisão da mãezinha dele, tadinha, e ficou cego de um olho. Por causa disto, ninguém quis comprá-lo ou ficar com ele. O criador, então, nos deu o Yang de presente, quando ele já tinha 10 meses. Chegou magro, tadinho, tinha passado fome na casa de um outro dono (não o criador). Mas ele é um doce... muito amável.

O Toby, quando nós saímos do apartamento e viemos morar em casa, foi dado para a Manuela pelo padrinho dela, o Pupu. Aí ele estava tomando banho...

Já a Paloma, acabou de chegar... Nós a adotamos... Veio do Projeto Elo, da Fundação Caminho, Verdade e Vida. Esse projeto procura conscientizar as pessoas sobre a posse responsável dos animais. É muito bonito o trabalho do Elo. Para quem quiser conhecer, a Fundação fica na Rua Conselheiro Rocha, 2555 - Santa Tereza. Há mais cachorrinhos e gatinhos lá, à espera de adoção...

Enfim, esta é a minha família... Graças a Deus somos abençoados e muito felizes!!!

Para quem não nos conhece...


Segunda-feira começaremos um novo capítulo do Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho!!!

Tenham todos um ótimo final de semana!!!

FLORES PARA VOCÊS!!!



Escrito por Mari às 13h12
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Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho - Capítulo VIII

POST (Frans), pintor holandês (Haarlem, 1612 - id., 1680). Chegou ao Brasil (1637), com Maurício de Nassau. De seus quadros sobre motivos brasileiros destacam-se Ilha de Itamaracá (1637), Paisagem das vizinhanças de Pernambuco (1669), além de trinta e dois desenhos sobre locais brasileiros e africanos, reunidos no álbum Delineações arquetípicas das regiões do Brasil. Foi o primeiro grande artista a pintar paisagens brasileiras. (Fonte: http://www.pitoresco.com.br/brasil/franspost/franspost.htm)

"(...) Em 1637, entrava em Pernambuco o general holandês João Maurício, Príncipe de Nassau. Inumeráveis benefícios e imensos frutos produziu a sua administração no Norte do Brasil, que foi sempre a zona mais sacrificada do país.

O Recife se ostenta diante da Europa, como uma das mais belas cidades da América do Sul. Olinda é reedificada. (...) Mas, o espírito construtivo do administrador holandês não se cristaliza nas expressões materiais da sua cidade predileta. O amor e o respeito que vota à liberdade fazem-no venerado de todos os brasileiros e portugueses de Pernambuco, cujas terras, naquela época, desciam até à região do Paracatu, em Minas Gerais. Todos os escravos que procuram abrigo à sombra da sua bandeira de tolerância ele os declara livres para sempre, e os índios encontram, no seu coração, o apoio de um nobre e leal amigo, Maurício de Nassau estabelece a liberdade religiosa e administra Pernambuco, inaugurando ai a primeira liberal-democracia nas terras americanas, tais a justiça e a liberdade com que se houve em seu governo.

(...) A realidade, todavia, é que a lição de Nassau fora preparada no plano invisível, para que os colonizadores da terra brasileira recebessem um novo clarão no seu caminho rotineiro e obscuro.

Em socorro da nossa afirmativa, podemos invocar o testemunho da própria história, porque, terminado o tempo necessário à sua administração no Brasil, o grande príncipe holandês regressava à pátria, por imposição dos espíritos avarentos, que militavam, nessa época da Companhia das índias, na política holandesa, sem que encontrassem substituto para a sua obra na América. (...)"

(Trecho extraído do livro "Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho", de Chico Xavier, pelo espírito Humberto de Campos, pgs. 77-79).

  Mulher Negra

São escassos, mesmo na Holanda, dados biográficos sobre Albert Eckhout. Não se sabe ao certo a data de seu nascimento (talvez 1610) nem tampouco de sua morte. Sabe-se sim, que fez parte da comitiva do Príncipe Maurício de Nassau durante sua estada no Brasil. Já sua obra é intensa, tanto durante sua permanência no Brasil como após seu retorno ao país natal.
     Pesa contra Eckhout a acusação de copiar obras alheias, assinando-as como suas. O retrato de tipos brasileiros  seria uma cópia deturpada de aquarelas feitas por Zacarias Wagener, pintor que igualmente participou da comitiva de Nassau. Da mesma forma, parte de suas naturezas mortas seria uma imitação da arte do pintor italiano Caravaggio. Além da pintura sobre tela, Eckhout dedicou-se também ao desenho e à tapeçaria. (Fonte: http://www.pitoresco.com.br/brasil/eckhout/eckhout.htm)


Sobre Maurício de Nassau...

Johann Mauritius van Nassau-Siegen (1604-1679), o príncipe de Nassau, nasce no castelo de Dillemburg, Alemanha, num dos ramos da casa de Nassau, família que participa do trono da Alemanha e dos Países Baixos (Holanda). Ingressa na vida militar muito cedo, em 1618, durante a Guerra dos Trinta Anos, quando entra no exército dos Países Baixos. Distingue-se no campo de batalha e conquista grande poder e prestígio. Em 1632 começa a construir o palácio Mauritius, em Haia, e contrai muitas dívidas. Em 1636 aceita o convite da Companhia das Índias Ocidentais para administrar a colônia holandesa no Brasil(...). Depois de sete anos no Brasil, desentende-se com a Companhia das Índias e volta à Holanda. (...)

O príncipe João Maurício de Nassau chega à vila de Recife como governador em 1637. Entre seus colaboradores traz pintores, como Franz Post e Albert Eckhout, que retratam cenas do cotidiano da colônia, e uma equipe de cientistas. Promove estudos de história natural, astronomia, meteorologia e medicina. As doenças que afetam a população são catalogadas e investigadas. Em seus sete anos de governo, amplia a lavoura açucareira, desenvolve fazendas de gado, constrói hospitais e orfanatos e assegura a liberdade de culto aos católicos, protestantes e judeus.

(Fonte: http://www.conhecimentosgerais.com.br/historia-do-brasil/grandes-invasoes.html)


   AMORES, TENHAM TODOS UM ÓTIMO FINAL DE SEMANA!!!  

FLORES PARA VOCÊS!!!

PS.: Jô, "obrigada pelas flores que me deste, amor... eu te agradeço com ternura e fervor... não me esqueci, nem esquecerei jamais... um buquê de flores, toda elas naturais... hoje faço a minha retribuição... e canto com muita alegria essa nossa canção."

BEIJOS PARA TODOS!!!

 

 



Escrito por Mari às 08h50
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Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho - Capítulo VIII

Ainda sobre a invasão holandesa...

Litografia de Rugendas. Guerrilhas. Fonte: www.nascente.com.br/rugendas

"(...) Regressando ao Além, os primeiros missionários da caravana luminosa de Ismael pedem a sua colaboração misericordiosa, para que semelhante situação se modifique. Mas, o grande apóstolo de Jesus explica:

– Irmãos, não podemos tolher a liberdade dos nossos semelhantes. Não sou indiferente a esses movimentos hediondos, nos quais os índios, simples e bons, são capturados para os duros trabalhos do cativeiro. Esperemos no Senhor, cujo coração misericordioso e augusto agasalhará todos aqueles que se encontram famintos de justiça. Contudo, poderemos, com os nossos esforços, auxiliar os encarnados na compreensão das leis fraternas, avisando-lhes o coração de modo indireto, quanto aos seus divinos deveres. (...) Todas as (...) nações, como o próprio Portugal, se encontram presas da cobiça, da inveja e da ambição. (...) Recorrendo, pois, às possibilidades ao nosso alcance, buscaremos, na Europa, um príncipe liberal, trabalhador e justo, que não esteja subordinado à política romana, a fim de caracterizar a nossa ação indireta. Traremos a sua personalidade de administrador para a parte mais flagelada da nova pátria, a fim de que seus exemplos possam servir aos que se encontram na direção das atividades sociais e políticas da colônia e beneficiem, de maneira geral, a nação inteira. Ele virá na qualidade de invasor, porquanto não encontramos outros recursos para a adoção de providências dessa natureza; mas,  a sua permanência no Brasil será curta e eventual, apenas durante os anos necessários a que suas lições sejam prodigalizadas aos administradores da nova terra. (...) A época é de profundo atraso de quase todos os indivíduos e é para expelir essas trevas da consciência do mundo que nos teremos de sacrificar nas atmosferas próximas da Terra, trabalhando pela vitória do Senhor em todos os corações.

(...) Em 1624, a pretexto de sua guerra com a Espanha, os holandeses tomavam de assalto a Bahia, sob o comando de Johan Van Dorth.

Importa notar que as cenas dolorosas e lastimáveis, decorrentes da invasão, não foram organizadas pelas abnegadas falanges do mundo invisível. As causas profundas desses fatos residiam no estado evolutivo da época. (...)"

(Trecho extraído do livro "Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho", de Chico Xavier, pelo espírito Humberto de Campos, pgs. 75-77).


Amigos, amanhã, sim, conheceremos o príncipe enviado por Ismael para contribuir na edificação da terra brasileira: o Príncipe de Nassau.

Beijos e...

FLORES PARA VOCÊS!!!

(Estas orquídeas são do blog da Jô: www.conselhosdejo.zip.net).



Escrito por Mari às 08h59
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Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho - Capítulo VIII

A INVASÃO HOLANDESA

Litografia de Rugendas. Índios com viajantes europeus. Fonte: www.nascente.com.br/rugendas

"Se à raça negra eram impostas as mais dolorosas torturas, nos primórdios da organização do Brasil, não menores sacrifícios se exigiam dos indígenas, acostumados à amplitude da terra, propriedade deles.
As "entradas" pelo sertão, com o fito de escravizar os selvagens indefesos, se realizavam, naquele tempo, em todos os recantos.
(...) Somente de uma vez, uma caravana de portugueses capturou mais de sete mil homens válidos, mulheres, velhos e crianças. E quando os mamelucos guiadores não convenciam os naturais de que deviam acompanhá-los às cidades mais próximas, para que as caçadas humanas se verificassem com pleno êxito, as cenas de selvajaria nodoavam a floresta virgem, enchendo de pavor os caminhos atapetados de cadáveres e de sangue coagulado. Como represália a tantas crueldades, os Tamoios nunca se harmonizaram com os portugueses. Desde o princípio da ação destes, foram seus declarados inimigos.
No seio dessas lutas devastadoras, em que venciam, a maior parte das vezes, as criminosas astúcias dos colonos, eram os padres piedosos os que mais sofriam (...). A alma simples dos naturais se mostrava maleável aos seus ensinamentos. (...) Anchieta e quase todos os outros missionários das selvas brasileiras sustentaram demoradas lutas, defendendo os indígenas fraternos. (...) Os primeiros brancos que aportaram à América do Sul, na sua generalidade, não tinham em conta a existência da lei nas extensas florestas do Novo Mundo.
Os portugueses prosseguiam, incessantemente, na faina ingrata de "descer os índios"."

(Trecho extraído do livro "Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho", de Chico Xavier, pelo espírito Humberto de Campos, pgs.73-75.)


Invasões Holandesas


Os holandeses participaram do empreendimento açucareiro no Brasil, desde o início. Financiaram a instalação de engenhos e tornaram-se os maiores responsáveis pelo processo de refinamento do açúcar e por sua comercialização na Europa. Este empreendimento era tão importante para eles que, entre os anos de 1621 e 1622, o número de refinarias de açúcar no norte da Holanda cresceu de três para vinte e nove. Os holandeses obtinham lucro significativo com a venda de açúcar refinado para os demais países europeus. Portanto, nem imaginavam abrir mão desse comércio.

Impedidos desde a União Ibérica por sua arqui-rival, a Espanha, de continuar a participar dos lucros da indústria açucareira brasileira, os holandeses fundaram, em 1621, a Companhia das Índias Ocidentais: uma empresa comercial, cujo objetivo era centralizar e mobilizar os investimentos comerciais na área do Atlântico, especialmente os negócios com os produtores de açúcar brasileiro, os senhores de engenho. Entretanto, logo perceberam que para retomar esses contatos, não havia saída pacífica, sendo necessária uma invasão.
O governo da República das Províncias Unidas, concedeu à Companhia o monopólio do tráfico, navegação e comércio por 24 anos nas costas atlânticas da América e da África, além de autorizá-los a construir fortificações, nomear funcionários, organizar tropas e estabelecer colônias.
A capitania escolhida para a primeira investida da Companhia no Brasil foi a da Bahia. Vários foram os motivos: os lucros com o açúcar cobririam os gastos com a conquista e o tráfico negreiro era sempre uma possibilidade de lucro. A invasão ocorreu em 1624, e no primeiro momento, os holandeses venceram. Conquistaram a cidade, prenderam e mandaram o governador Diogo de Mendonça Furtado para a Holanda. Mas a Espanha enviou para a Bahia uma poderosa esquadra, composta por 52 navios de guerra, com cerca de 12 mil homens e, em maio de 1625, os holandeses se renderam, sendo expulsos da região.

Refeitos dos prejuízos, por conta de pilhagens a navios espanhóis carregados de metais preciosos, os holandeses voltaram a invadir a Colônia em 1630, agora pela capitania de Pernambuco, maior centro produtor de açúcar da Colônia e do mundo. Ali travaram-se intensos combates pela posse da terra. Após uma série de derrotas, Matias de Albuquerque refugiou-se no interior da capitania, fundando o Arraial de Bom Jesus, entre Olinda e Recife. O Arraial tornou-se o centro da resistência contra os holandeses até 1635. Os holandeses instalados inicialmente em Recife e Olinda, alguns anos depois estenderam seu domínio às demais capitanias do litoral nordestino.

Fonte: http://www.multirio.rj.gov.br/historia/modulo01/inv_holandesas.html


Amanhã, conheceremos Maurício de Nassau...

... também enviado por Ismael às terras brasileiras, com uma linda tarefa a cumprir.

UM RAMALHETE DE FLORES PARA VOCÊS!!!



Escrito por Mari às 19h41
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Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho - Cap. VII - Continuação...

Continuando...

Litografia de Rugendas. Fonte: www.nascente.com.br/rugendas

"Essas   entidades   evolvidas   pela  ciência,   mas pobres de humildade e de amor, ouviram os apelos de Ismael e vieram construir as bases da terra do Cruzeiro. Foram elas que abriram os caminhos da terra virgem, sustentando nos ombros feridos o peso de todos os trabalhos. Nesse filão de claridades interiores, buscaram as pérolas da humildade e do sentimento com que se apresentaram mais tarde a Jesus, no dia, que lhes raiou, de redenção e de glória. Foi por isso que os negros do Brasil se incorporaram à raça nova, constituindo um dos baluartes da nacionalidade, em todos os tempos. Com as suas abnegações santificantes e os seus prantos abençoados, fizeram brotar as alvoradas do trabalho, depois das noites primitivas. Na Pátria do Evangelho têm eles sido estadistas, médicos, artistas, poetas e escritores, representando as personalidades mais eminentes. Em nenhuma outra parte do planeta alcançaram, ainda, a elevada e justa posição que lhes compete junto das outras raças do orbe, como acontece no Brasil, onde vivem nos ambientes da mais pura fraternidade. Ê que o Senhor lhes assinalou o papel na formação da terra do Evangelho e foi por esse motivo que eles deram, desde o princípio de sua localização no país,  os  mais  extraordinários exemplos de sacrifício à raça branca. Todos os grandes sentimentos que nobilitam as almas humanas eles os demonstraram e foi ainda o coração deles, dedicado ao ideal da solidariedade humana, que ensinou aos europeus a lição do trabalho e da obediência, na comuna fraterna dos Palmares, onde não havia nem ricos nem pobres e onde resistiram com o seu esforço e a sua perseverança, por mais de setenta anos, escrevendo, com a morte pela liberdade, o mais belo poema dos seus martírios nas terras americanas.
Por toda parte, no país, há um ensinamento caricioso do seu resignado heroísmo, e foi por essa razão que a terra brasileira soube reconhecer-lhes as abnegações santificadas, incorporando-os definitivamente à grande família, de cuja direção muitas vezes participam, sem jamais se esquecer o Brasil de que os seus maiores filhos se criaram para a grandeza da pátria, no generoso seio africano."

(Trecho extraído do livro "Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho", de Chico Xavier, pelo espírito Humberto de Campos, pgs.70-71.)


Zumbi e o Quilombo dos Palmares

"O Quilombo dos Palmares foi fundado no ano de 1597, por cerca de 40 escravos foragidos de um engenho situado em terras pernambucanas. Em pouco tempo, a organização dos fundadores fez com que o quilombo se tornasse uma verdadeira cidade. Os negros que escapavam da lida e dos ferros não pensavam duas vezes: o destino era o tal quilombo cheio de palmeiras.
Com a chegada de mais e mais pessoas, inclusive índios e brancos foragidos, formaram-se os mocambos, que funcionavam como vilas. O mocambo do macaco, localizado na Serra da Barriga, era a sede administrativa do povo quilombola. Um negro chamado Ganga Zumba foi o primeiro rei do Quilombo dos Palmares.
Alguns anos após a sua fundação,o Quilombo dos Palmares foi invadido por uma expedição bandeirante. Muitos habitantes, inclusive crianças, foram degolados. Um recém-nascido foi levado pelos invasores e entregue como presente a Antônio Melo, um padre da vila de Recife.
O menino, batizado pelo padre com o nome de Francisco, foi criado e educado pelo religioso, que lhe ensinou a ler e escrever, além de lhe dar noções de latim, e o iniciar no estudo da Bíblia. (...) Entretanto, a população local não aprovava a atitude do pároco, que criava o negrinho como filho, e não como servo.
Apesar do carinho que sentia pelo seu pai adotivo, Francisco não se conformava em ser tratado de forma diferente por causa de sua cor. E sofria muito vendo seus irmãos de raça sendo humilhados e mortos nos engenhos e praças públicas. Por isso, quando completou 15 anos, o franzino Francisco fugiu e foi em busca do seu lugar de origem, o Quilombo dos Palmares.
(...) Como era de costume nos quilombos, recebeu uma família e um novo nome. Agora, Francisco era Zumbi. Com os conhecimentos repassados pelo padre, Zumbi logo superou seus irmãos em inteligência e coragem. Aos 17 anos tornou-se general de armas do quilombo, uma espécie de ministro de guerra nos dias de hoje.
Com a queda do rei Ganga Zumba, morto após acreditar num pacto de paz com os senhores de engenho, Zumbi assumiu o posto de rei e levou a luta pela liberdade até o final de seus dias. Com o extermínio do Quilombo dos Palmares pela expedição comandada pelo bandeirante Domingos Jorge Velho, em 1694, Zumbi fugiu junto a outros sobreviventes do massacre para a Serra de Dois Irmãos, então terra de Pernambuco.
Contudo, em 20 de novembro de 1695 Zumbi foi traído por um de seus principais comandantes, Antônio Soares, que trocou sua liberdade pela revelação do esconderijo. Zumbi foi então torturado e capturado. Jorge Velho matou o rei Zumbi e o decapitou, levando sua cabeça até a praça do Carmo, na cidade de Recife, onde ficou exposta por anos seguidos até sua completa decomposição.
“Deus da Guerra”, “Fantasma Imortal” ou “Morto Vivo”. Seja qual for a tradução correta do nome Zumbi, o seu significado para a história do Brasil e para o movimento negro é praticamente unânime: Zumbi dos Palmares é o maior ícone da resistência negra ao escravismo e de sua luta por liberdade. Os anos foram passando, mas o sonho de Zumbi permanece e sua história é contada com orgulho pelos habitantes da região onde o negro-rei pregou a liberdade."

(Fonte: http://www.unificado.com.br/calendario/11/con_negra.htm)


FLORES PRA VOCÊS!!!



Escrito por Mari às 07h14
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Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho - Cap. VII - Continuação...

Estamos na parte em que Ismael pede a Jesus que envie suas bênçãos para que os espíritos que procuravam edificar uma pátria nova na Terra de Santa Cruz, pudessem ouvir as vozes daqueles que, do plano espiritual, procuravam orientá-los...

Continuando a resposta de Jesus...

" – (...) Abriga aí, na sagrada extensão dos territórios do país do Evangelho, todos os infortunados e todos os infelizes. No meu coração ecoam as súplicas dolorosas de todos os seres sofredores, que se agrupam nas regiões inferiores  dos   espaços   próximos   da Terra. Agasalha-os no solo bendito que recebe as irradiações do símbolo estrelado, alimentando-os com o pão substancioso dos sofrimentos depuradores e das lágrimas que lavam todas as manchas da alma. Leva a essas coletividades espirituais, sinceramente arrependidas do seu passado obscuro e delituoso, a tua bandeira de paz e de esperança; ensina-lhes a ler os preceitos da minha doutrina, nos códigos dourados do sofrimento.
Ismael sente que luzes compassivas e misericordiosas lhe visitam o coração e parte com os seus companheiros, em busca dos planos da erraticidade mais próximos da Terra. Aí se encontram antigos batalhadores das cruzadas, senhores feudais da Idade Média, padres e inquisidores, espíritos rebeldes e revoltados, perdidos nos caminhos cheios da treva das suas consciências polutas. O emissário do Senhor desdobra nessas grutas do sofrimento a sua bandeira de luz, como uma estrela d'alva, assinalando o fim de profunda noite.
— Irmãos — exorta ele comovido — até ao coração do Divino Mestre chegaram os vossos apelos de socorro espiritual. Da sua esfera de brandos arrebóis cristalinos, ordena a sua misericórdia que as vossas lágrimas sejam enxugadas para sempre. (...) Há uma terra nova, onde Jesus implantará o seu Evangelho de caridade, de perdão e de amor indefiníveis. Nos séculos futuros, essa pátria generosa será a terra da promissão para todos os infelizes. Dos seus celeiros inesgotáveis sairá o pão de luz para todas as almas; mas, preciso se faz nos voltemos para o seu solo virgem e exuberante a construir-lhe as bases com os nossos sacrifícios e devotamentos. Ali encontrareis, nos carreiros aspérrimos da dor que depura e santifica, a porta estreita para o céu de que nos fala Jesus nas suas lições divinas. (...) Aqueles de vós que desejarem o supremo caminho venham para a nossa oficina de amor, de humildade e redenção.
E aí, nas estradas escuras e tristes da angústia espiritual, viu-se, então, que falanges imensas, ansiosas e extasiadas, avançavam com fervorosa coragem para as clareiras abertas naquela mansão de dor e de sombras. Todos queriam, no seu testemunho de agradecimento, beijar a bandeira sacrossanta do mensageiro divino. O seu emblema — Deus, Cristo e Caridade — refulgia agora nas penumbras, iluminando todas as coisas e clarificando todos os caminhos. (...)"

(Trecho extraído do livro "Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho", de Chico Xavier, pelo espírito Humberto de Campos, pgs.67-69.)


Amigos, não deixem de ler o que a Jô postou no blog dela domingo, dia 20/2/05... É simplesmente, uma lição maravilhosa!!! Vamos alimentar nossa alma com as pérolas trazidas pelos nossos amigos espirituais... As oportunidades têm surgido... Vamos aproveitá-las! Aliás, vale a pena visitar o blog da Jô diariamente... É uma ótima maneira de começar o dia!

Endereço: www.conselhosdejo.zip.net


FLORES PARA VOCÊS!!!

E tenham uma semana repleta das bênçãos de Jesus!



Escrito por Mari às 09h50
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