Relicario de Mari


UM ESCLARECIMENTO QUE CONSIDERO IMPORTANTE...

Amigos leitores do "Relicário de Mari"

Tenho colocado neste espaço alguns fatos e biografias de personagens que fazem parte da História do Brasil, os quais tenho pesquisado na internet ou em livros... E estou fazendo isto porque senti a necessidade de conhecê-los da maneira como nos foram apresentados pelos historiadores.

Quando li pela primeira vez o livro "Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho", percebi que, sobre muitos, talvez a grande maioria, dos personagens e acontecimentos da história do Brasil, eu já tinha "ouvido falar" ou lido "alguma coisa" a respeito. Confesso que senti-me um pouco envergonhada... Não conhecia a história do meu País!

Quando voltei a ler o livro, durante as férias, comecei a pesquisar, paralelamente à leitura, o que havia nos livros, na internet, enfim, o que os historiadores nos deixaram de herança sobre a nossa História. Achei interessante dividir isso com vocês... Ouvimos hoje uma amiga nos questionar o seguinte: "como posso sentir emoção ao ver uma pessoa se não a conheço?" Então, como poderemos sentir emoção ao estudarmos a história do Brasil se não a conhecemos... ou se a conhecemos superficialmente?

Este é o motivo de eu estar citando os trechos do livro de Humberto de Campos e fazendo um pararelo com o que tenho encontrado nos livros e na internet... O que os historiadores nos deixaram na Terra, sem a menor dúvida, é de grande valia para toda a humanidade. Mas, conhecer esta história, sem conhecer o "Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho", é como ler uma notícia de jornal da qual, momentos depois, já teremos nos esquecido. É não conhecer os planos de Jesus para o nosso país... a forma como fomos "escolhidos" por Ele... É passar pelo Brasil sem entender ao certo o que o nosso Pai de Amor e Bondade reservou para o alcance do bem de toda a humanidade!

Portanto, amigos, a minha intenção é, antes de mais nada, acrescentar um pouquinho, para recordar, com a narrativa dos historiadores da Terra, os acontecimentos e os personagens de nossa história, que foi trazida, com tanta riqueza, por meio do nosso querido Chico Xavier.

 Emmanuel

Como diz Emmanuel, no Prefácio do livro, os dados que Humberto de Campos "fornece nestas páginas foram recolhidos nas tradições do mundo espiritual, onde falanges desveladas e amigas se reúnem constantemente para os grandes sacrifícios em prol da humanidade sofredora. Este trabalho se destina a explicar a missão da terra brasileira no mundo moderno. (...) o Brasil terá também o seu grande momento, no relógio que marca os dias da evolução da humanidade.

Se outros povos atestaram o progresso, pelas expressões materializadas e transitórias, o Brasil terá a sua expressão imortal na vida do espírito, representando a fonte de um pensamento novo, sem as ideologias de separatividade, e inundando todos os campos das atividades humanas com uma nova luz. (...) Peçamos a Deus que inspire os homens públicos, atualmente no leme da Pátria do Cruzeiro, e que, nesta hora amarga em que se verifica a inversão de quase todos os valores morais, no seio das oficinas humanas, saibam eles colocar muito alto a magnitude dos seus precípuos deveres. (...)"


Obrigada Jesus... Obrigada Emmanuel, Chico, Humberto de Campos... e obrigada a todos os espíritos que contribuíram para a execução desta grande obra! Que Jesus nos abençõe...

FLORES PARA VOCÊS!!!



Escrito por Mari às 00h50
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Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho - Cap. VII

VII - OS NEGROS DO BRASIL

 

Montagem sobre a litografia de Rugendas. Fonte: www.nascente.com.br/rugendas

"Sob o domínio espanhol, Portugal sofria todas as conseqüências da sua desídia e imprevidência.

(...) A esse tempo, a terra do Evangelho não é mais conhecida pelo nome suave de Santa Cruz. À força das expressões comuns, dos negociantes que vinham buscar as suas fartas provisões de pau-brasil, seu nome se prende agora ao privilégio das suas madeiras.

(...) A situação, no Brasil, sob todos os pontos de vista, como a da metrópole portuguesa, era dolorosa e cruel, embora governado por funcionário de Lisboa, segundo as combinações estipuladas na Península.
A raça aborígine e a raça negra sofriam toda sorte de humilhações e vexames.

(...) Ismael e seus abnegados colaboradores sofrem intensamente em seus trabalhos árduos e quase improfícuos, no sentido de organizar o Instituto sagrado da família nas florestas inóspitas, onde os brancos não dispensavam consideração às leis humanas ou divinas, na condição de superioridade que se atribuíam.
Aos   céus  ascendem   os   aflitivos   apelos   dos obreiros invisíveis:
—  Senhor! — exclama Ismael nas suas preocupações — estendei até nós o manto da vossa infinita misericórdia. Enviai-nos o socorro das vossas bênçãos divinas, para que as nossas vozes sejam ouvidas pelos espíritos que aqui procuram edificar uma pátria nova. Nosso coração se comove ante os quadros deploráveis que se deparam às nossas vistas. (...)

Uma voz suave e meiga lhe responde do Infinito:
—  Ismael, nas tuas obrigações e trabalhos, considera que a dor é a eterna lapidaria de todos os espíritos e que o Nosso Pai não concede aos filhos fardo superior às suas forças, nas lutas evolutivas. Abriga aí, na sagrada extensão dos territórios do país do Evangelho, todos os infortunados e todos os infelizes.(...)"

(Trecho extraído do livro "Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho", de Chico Xavier, pelo espírito Humberto de Campos, pgs. 65-66)


Amigos, esse capítulo é lindo demais para ir fazendo cortes... Portanto, vou divivi-lo em partes e colocá-lo quase na íntegra aqui. Acho que vale a pena.

FLORES PARA VOCÊS!!! MUITAS EMOÇÕES NOS AGUARDAM...

"Dos filhos deste solo és mãe gentil, Pátria Amada, Brasil!!!"



Escrito por Mari às 18h26
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Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho - Capítulo VI

Abençoado por Manuel de Nóbrega, Anchieta parte com a esquadra de Estácio de Sá, de Bertioga/SP (ao fundo, o forte de São Tiago) para o Rio de Janeiro, em 1565.
Detalhe de tela de Benedito Calixto. Fonte: http://www.novomilenio.inf.br/festas/anchie06.htm
 

"Em 1558, havia assumido o governo-geral de Santa Cruz, Mem de Sá, que combate sem tréguas a influência dos estrangeiros. Com a sua energia, expele os franceses do Rio de Janeiro, destruindo-lhes as fortificações. Mal, porém, se havia retirado o governador, voltaram os franceses dispersos a reassumir a sua posição na Ilha de Serigipe, com o auxílio dos Tamoios, reunidos a esse tempo na maior confederação indígena que já existiu em terras do Brasil, (...) contra as perversidades dos colonizadores portugueses. (...) Estácio de Sá, sobrinho do governador, é então incumbido de comandar uma guarnição que ali se planta, em defesa da cidade; a povoação se reparte em pequenas guarnições de militares, junto ao Pão de Açúcar e numa das numerosas ilhas do golfo esplêndido. Os franceses, todavia, unem-se aos índios e Estácio de Sá morre, em 1567, empenhado com eles em guerras.
(...) Os portugueses transferem, então, a cidade, que fica definitivamente fundada no Morro de São Januário, mais tarde do Castelo. Em homenagem ao mártir do Cristianismo, recebeu a cidade o nome de São Sebastião, ficando outro sobrinho do governador na sua administração.
(...) A cidade fica sob a proteção espiritual de Sebastião, (...) martirizado pela sua fé cristã ao tempo de Diocleciano (...). Estácio de Sá reúne-se às falanges invisíveis, encarregadas de cooperar no progresso daqueles sítios. Sob as vistas amorosas do desvelado patrono da cidade, desdobra-se em dedicação a favor do seu progresso, entre os núcleos florescentes. Muitas vezes voltou Estácio a se corporificar na Pátria do Evangelho, para viver na paisagem predileta dos seus olhos. Sua personalidade aí adquiriu elementos de ciência e de virtude e, ainda há poucos anos, podia ser encontrada na figura do grande benemérito do Rio de Janeiro, que foi Osvaldo Cruz."

(Trecho extraído do livro "Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho" de Chico Xavier, pelo espírito Humberto de Campos, pgs. 59-61).


 Mem de Sá. Fonte: http://www.novomilenio.inf.br/festas/anchie06.htm

Mem de Sá (aprox. 1500-1572)

Nascido em Coimbra, aproximadamente no ano de 1500. Foi o terceiro governador-geral do Brasil (...). Em 1556 foi nomeado sucessor de Duarte da Costa.

Chegou à Bahia, então sede do governo-geral, aos 28 de dezembro de 1557, acompanhado dos padres José de Anchieta e Manuel da Nóbrega, que trabalhariam na pacificação dos indígenas em constante conflito com os colonos. Reconquistou, também, a colaboração dos jesuítas descontentes com o governo anterior de Duarte da Costa, devido ao conflito entre estes e os colonos desejosos da escravidão indígena.

Em 1555 os franceses, comandados por Villegaignon, invadiram a baía do Rio de Janeiro e aqui se fixaram. Em 1560, Mem de Sá recebeu ordem da metrópole para expulsá-los da região. No primeiro ataque não conseguiu expulsá-los, eram apoiados pelos índios Tamoios, apesar de ter destruído a fortaleza de Villegaignon.

Mem de Sá procurou ao mesmo tempo satisfazer e disciplinar os índios, reunindo-os em aldeamentos sob a direção dos jesuítas. Foi com o auxílio dos padres Anchieta e Nóbrega que se pacificou os tamoios, fazendo com que retirassem seu apoio aos franceses.

Em 1564 seu sobrinho Estácio de Sá recebeu ordens para a expulsão definitiva daqueles invasores. A 1º de março de 1565 iniciou o que seria a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.

Em 1567 Mem de Sá parte com uma força para auxiliar seu sobrinho contra os franceses, obtendo sua expulsão definitiva da baía do Rio de Janeiro e estabelecendo o domínio português na região. Morreu a 2 de março de 1572 em Salvador (BA).

(Fonte: http://www.enciclopedia.com.br/MED2000/pedia98a/bioh8h68.htm)


Esquadra de Estácio de Sá parte de Bertioga/SP para o Rio de Janeiro, em 1565 
Detalhe de tela de Benedito Calixto. Fonte: http://www.novomilenio.inf.br/festas/anchie06.htm

Estácio de Sá (aprox. 1520-1567)

Militar fundador da cidade do Rio de Janeiro e sobrinho de Mem de Sá. Nasceu em Portugal, aproximadamente em 1520. Chegou à Bahia em 1563 com a missão de expulsar os franceses da Guanabara e ali fundar uma cidade.

Somente em 1565 com reforços obtidos em São Vicente, com a ajuda dos jesuítas, reuniu um exército indígena e pôde completar sua missão. Em 1 de março de 1565 a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro foi fundada junto ao Pão de Açúcar. Manteve combate com os franceses por mais dois anos até que em 1567, quando uma expedição comandada por seu tio Mem de Sá, veio em seu auxílio.

No dia 20 de janeiro de 1567 foi lançado o ataque aos franceses, que seriam derrotados no dia seguinte. Estácio de Sá foi ferido no rosto por uma flechada e veio a falecer a 20 de fevereiro de 1567.

(Fonte: http://www.enciclopedia.com.br/MED2000/pedia98a/bioh8h69.htm)

 

Morte de Estácio de Sá, em 20 de fevereiro de 1567. Quadro de Antônio Parreiras. O Padre José de Anchieta ministra os últimos Sacramentos a Estácio de Sá, ferido no rosto por uma flecha envenenada. Sentado, de cabelos e barbas brancas, está Mem de Sá. De pé, o índio Ararigbóia. Ao fundo, com a cruz, está o Padre Manoel da Nóbrega. (Fonte: http://www.almacarioca.com.br/historia.htm)


 

FLORES PARA VOCÊS, MEUS AMORES!!!



Escrito por Mari às 00h31
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Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho - Capítulo VI

(Imagem da Baía de Guanabara. Fonte: http://www.pedagogiaemfoco.pro.br/hisfla1.htm)

"(...) os franceses desejaram aproveitar a encantadora beleza da Baía de Guanabara e estabeleceram aí uma feitoria, nos mesmos sítios por onde se havia retemperado Gonçalo Coelho, nos primeiros anos decorridos após o descobrimento. (...) Nicolau de Villegaignon aporta à baía maravilhosa, em 1555, e funda uma colônia na Ilha de Serigipe (...) Villegaignon, com a sua mentalidade religiosa e honesta, consegue captar a confiança dos naturais, concedendo-lhes o mesmo tratamento dispensado aos seus companheiros. Os indígenas recebem carinhosamente a orientação de Paicolás e se tornam devotados colaboradores da sua obra.(...)"

(Trecho extraído do livro Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho, de Chico Xavier, pelo espírito Humberto de Campos, pgs. 58-59).


Nicolas Durand de Villegaignon (1510-1575)

Ou Villegagnon, nasceu em Provins em 1510, foi oficial da marinha e colonizador francês. Calvinista, fez carreira nas armas. Em 1541 lutava nos exércitos de Carlos V em várias batalhas por toda a Europa. Tornou-se vice-almirante.

Com os conflitos religiosos entre católicos e protestantes (calvinistas) na França, levaram um grupo destes últimos a procurar criar na América um Estado ideal no qual pudessem ficar livres das perseguições e lutas religiosas, o local escolhido foi a região do Rio de Janeiro. Villegaignon contou para isso com a ajuda do rei Henrique II e do almirante Gaspard Coligny, pessoa de destaque na França e um dos chefes do protestantismo.

Em 1555 armaram uma expedição com dois navios. Os franceses chegaram à baía de Guanabara em 10 de novembro e estabeleceram-se numa ilha que hoje tem o nome do seu comandante (Villegagnon) fundando o forte Coligny e ganhando a simpatia dos índios da região, os tamoios.

Uma segunda frota de três navios veio reforçar a colônia francesa. Era comandada por seu sobrinho Bois le Comte, denominando-se mais tarde a colônia de França Antártica. Entre os franceses que chegaram, havia um grupo de católicos e isso levou a divergências de ordem religiosa que prosseguiram aqui. Essas discórdias levaram Villegagnon de volta à França em 1558, deixando o comando da colônia para Bois le Comte. Morreu em Beauvais, perto de Nemours, em 1575.

(Fonte: http://www.enciclopedia.com.br/MED2000/pedia98a/bioh8h6b.htm, consultado em 14/2/2005)


Amigos, tem sido muito gratificante para mim realizar estas pesquisas. É muito bom saber quanto esforço foi feito, quanto recurso movimentado para chegarmos à Nação que somos hoje. Obrigada por me estimularem a continuar e por dividir comigo estas alegrias... de conhecer mais a fundo a história do nosso "Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho", da nossa Pátria Amada.

FLORES PARA VOCÊS!!!



Escrito por Mari às 09h33
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