Relicario de Mari


Padre Manoel da Nóbrega

   O que diz a história...

Filho do desembargador Baltasar da Nóbrega, estudou humanidades no Porto e frequentou como bolseiro régio as faculdades de Cânones de Salamanca e Coimbra, onde obteve o grau de bacharel em 1541. Entrou na Companhia de Jesus, já sacerdote, em 1544, tendo efetuado missões pastorais na Beira e no Minho.
A pedido de D. João III, integrando a armada de Tomé de Sousa, chefiou o primeiro grupo de inacianos destinados ao Brasil, onde chegou em 1549.

Defendeu a liberdade dos índios; favoreceu os aldeamentos, em estreita colaboração com o governador; cultivou a música como auxiliar da evangelização; promoveu o ensino primário através das escolas de ler e escrever e fundou pessoalmente os colégios de Salvador, de Pernambuco, de São Paulo, origem da futura cidade, e do Rio de Janeiro, onde exerceu o cargo de reitor. Ajudou a expulsar os estrangeiros da baía da Guanabara, contribuindo para o robustecimento do poder central e para a unificação política do território.

O seu pensamento encontra-se expresso nas Cartas, nos Apontamentos e sobretudo no Diálogo sobre a Conversão do Gentio.

Faleceu no Rio de Janeiro, em 1570, no dia em que completava 53 anos de idade.

(Fonte: http://www.sampa.art.br/SAOPAULO/Biog%20Manuel%20da%20N%F3brega.htm)


O que diz o site espírita "Consciência Espírita"...

 

"Emmanuel e os 500 anos de cristianização do Brasil

(...)

Missionário, dá seu testemunho pela elevação espiritual de nossa pátria, apiedando-se e defendendo dignamente o indígena brasileiro, colaborando grandemente na fundação de Salvador e do Rio de Janeiro, fundando São Paulo em 1554, além de ter publicado a primeira obra literária que nossa história registra.

   Nóbrega

Logo após suas famosas "Cartas" (...) Nóbrega surge como o autor do primeiro livro escrito no Brasil: o "Diálogo sobre a Conversão do Gentio", composto em 1554.

Primeiro apóstolo do Brasil

Considerado pelo historiador Serafim Leite o "primeiro apóstolo do Brasil", Nóbrega renasceu em Portugal, na humilde Serafins, em Entre-Douro-e-Minho, a 18 de outubro de 1517, quando reinava em Portugal Dom Manuel, o Venturoso.

A casa secular da pequena vila portuguesa de Serafins, nas cercanias de Vila Real, em Entre-Douro-e-Minho, onde nasceu o Pe. Manuel da Nóbrega em 1517.

Preparou-se em terras de Portugal e Espanha para a grande missão que lhe era reservada. Estudou na Universidade de Salamanca, bacharelou-se em cânones na de Coimbra. Ingressou na Companhia de Jesus em 1544, cinco anos depois, designado por Dom João III, vem com Tomé de Souza para o Brasil.

Aqui viveu vinte e um anos de doação incondicional e intensos sacrifícios silenciosos, evangelizando os silvícolas, ajudando os governadores, pacificando almas, educando e servindo, apostolando e sofrendo, vindo a desencarnar aos 53 anos, no dia 18 de outubro de 1570, prematuramente envelhecido, marcado por enfermidades e sofrimentos, no Colégio do Rio de Janeiro, no antigo Morro do Castelo.

"Como Padre Nóbrega conheci, de perto, as angústias dos simples e as aflições dos degredados"

A revelação sobre a personalidade de Nóbrega como uma das encarnações de Emmanuel veio, para um grupo de amigos íntimos, em Pedro Leopoldo, a 12 de janeiro de 1949.

Ungida de sincera humildade, essa sua confissão chegou-nos pelas mãos de Chico Xavier nesses termos: "O trabalho de cristianização, irradiando sob novos aspectos, do Brasil, não é novidade para nós. Eu havia abandonado o corpo físico em dolorosos compromissos, no século XV, na Península, onde nos devotávamos ao 'crê ou morre', quando compreendi a grandeza do País que nos acolhe agora. Tinha meu espírito entediado de mandar e querer sem o Cristo. As experiências do dinheiro e da autoridade me haviam deixado a alma em profunda exaustão. Quinze séculos haviam decorrido sem que pudesse imolar-me por amor do Cordeiro Divino, como o fizera, um dia, em Roma, a companheira do coração (referindo-se a Livia, esposa do senador Públio Lentulus, cuja vida de devotamento e abnegação Emmanuel escreve em "Há Dois Mil Anos")."

"Vi a floresta perder-se de vista e o patrimônio extenso entregue ao desperdício, exigindo o retorno á humanidade civilizada e, entendendo as dificuldades do silvícola relegado á própria sorte, nos azares e aventuras da terra dadivosa que parecia sem fim, aceitei a sotaina, de novo, e por Padre Nóbrega conheci, de perto, as angústias dos simples e as aflições dos degredados. Intentava o sacrifício pessoal para esquecer o fastígio mundano e o desencanto de mim mesmo, todavia, quis o Senhor que, desde então, o serviço americano e, muito particularmente, o serviço ao Brasil não me saísse do coração."

"A tarefa evangelizadora continua. A permuta de nomes não importa."

"Cremos no Reino Divino e pugnamos pela ordem cristã. Desde que reconheçamos a governança e a tutela do Cristo, o nome de quem ensina ou de quem faz não altera o programa. Vale, acima de tudo, a execução..."

Procurador dos pobres

Esse mesmo Nóbrega foi nomeado pelos seus contemporâneos "homem santo", recebeu o título e o encargo de "procurador dos pobres" no seio da Companhia de Jesus, em função de sua dedicação ao próximo - o "pai dos necessitados", o valoroso missionário a quem o historiador Afrânio Peixoto denomina "o primeiro santo do Brasil".
E hoje, transcorridos quase cinco séculos, dos domínios espirituais, continua sendo o mesmo paternal servidor. Disso dão testemunho as milhares de pessoas que já se beneficiaram de sua obra, através da psicografia de Chico Xavier.

(...)

Sua obra é um tesouro de transcendente beleza e elevação espiritual que permanecerá, porque está alicerçada na palavra eterna do evangelho de Jesus e é revestida da rara capacidade de falar ao coração e ao espirito imortal, simultaneamente, evocando idéias e sentimentos, sofrimentos e aspirações evolutivas, resgatadas das profundezas de nosso mundo interior em jornada á perfeição gloriosa.

(Fonte: http://www.consciesp.org.br/?pg=chico_xavier_500_anos)


FLORES PARA VOCÊS!!!



Escrito por Mari às 11h35
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Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho - Capítulo IV

"Anchieta veio depois, em 1553, com Duarte da Costa, e se transformou no desvelado apóstolo do Brasil. (...) Alguns historiadores falam com severidade da energia vigorosa do apóstolo que, muitas vezes, foi obrigado a assumir atitudes corretivas no seio das tribos, que, entretanto, lhe mereciam as dedicações e os desvelos de um pai. Anchieta aliou, no mundo, à suprema ternura, grande energia realizadora;(...)"

(Trecho extraído do livro "Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho" de Chico Xavier, pelo espírito Humberto de Campos, pg. 46)


   José de Anchieta nasceu a 19 de março de 1533, em San Cristóbal de La Laguna, na ilha de Tenerife, arquipélago as Canárias, pertencente à Espanha. Era o terceiro filho do segundo casamento de Dona Mência Dias de Clavijo Llerena, descendente dos conquistadores de Tenerife.
Seu pai, João Lopez de Anchieta, um fidago basco originário do vale da Urrestilha, na Espanha, refugiara-se nas Canárias, em 1522, depois de participar de uma rebelião, pelo que fora condenado à morte. Mas, graças à interferência do Capitão Inácio de Loyola, seu amigo, consegue ser anistiado e vai tentar vida nova em Tenerife.
Na ilha, João Lopez de Anchieta, em uns poucos anos, conseguiu alguma posição e fortuna e se fez respeitado e estimado. E assim conheceu Dona Mência, a viúva com quem se casou.
Entre os cuidados de Dona Mência e de João Lopez, José de Anchieta teve, ao lado dos irmãos, uma infância protegida. Segundo o costume da época, aprende as primeiras letras ainda em casa. E só depois é que possivelmente freqüenta a escola dos dominicanos, bem próxima à sua moradia, onde recebe os primeiros conhecimentos de gramática latina.
Já tem catorze anos, quando, em companhia de Pedro Nuñez, seu irmão mais velho, vai a Portugal para continuar os estudos. Lá, matricula-se no Real Colégio de Artes, onde estuda humanidades e filosofia. E logo se distingue pela facilidade com que faz versos em latim, o que lhe vale mesmo o apelido de "Canário de Coimbra".
Da religiosidade de sua família e do seu misticismo extrai a vocação de sacerdote, que se aviva quando trava conhecimento com a Companhia de Jesus, ordem religiosa fundada pelo mesmo Inácio de Loyola que salvara seu pai da pena de morte.
Corre o ano de 1550 e o jovem José de Anchieta se candidata ao Colégio da Companhia de Jesus, em Coimbra.
Com dezessete anos de idade, em 1551, José de Anchieta é recebido como noviço. E passa a ajudar de cinco a dez missas todos os dias, dividindo o seu tempo entre a meditação, a oração e o estudo de retórica e filosofia.
(...)
Anchieta veio para o Brasil em 1553, na frota que trouxe o segundo Governador Geral, Dom Duarte da Costa. Era, então, apenas noviço da Companhia de Jesus, um moço de dezenove anos, Irmão José de Anchieta. Nos 65 dias de travessia, cozinhava e ensinava catecismo para os marinheiros. Alegre e amável, não tinha, entretanto, nenhuma marca especial que deixasse entrever nem o pioneiro, nem o apóstolo. Mas era ativo, de espírito forte.
(...)
É o início da catequese. Nem um segundo grupo de jesuítas, que chega de reforço no ano seguinte, permite a execução do programa de Nóbrega, um homem disposto a estender a ação missionária a toda a gente.
(...)
Entre os projetos do Padre Manuel da Nóbrega, estava o de alcançar o Paraguai e catequizar os índios carijós. Para lá chegar, precisava de uma base no planalto e por isso ordenou a construção de um barracão para abrigo dos padres da Companhia. E, nos primeiros dias de 1554, um grupo de religiosos, entre os quais Anchieta, sobe a serra do Mar rumo ao planalto, onde vão se instalar.
É nessa dura viagem a pé que o Irmão José de Anchieta tem o seu primeiro contato com a floresta tropical. A trilha aberta pelos tupis era tortuosa e Anchieta, que tão bem viria a conhecer a rudeza desses caminhos, chegou a se espantar com as densas matas.
(...) O preparo do barracão do planalto, junto a uma aldeia de índios, deu-se no dia 24 de janeiro.

  Primitivo barracão de taipa que serviu como origem da cidade de São Paulo, em 21/1/1554.

(...) Nascia a cidade de São Paulo. Seus fundadores, sob a inspiração de Manuel da Nóbrega, haviam sido os treze jesuítas chegados de São Vicente. O grupo fundador, chefiado pelo Padre Manuel de Paiva, era formado, além de Anchieta, por Pero Correia, Manuel de Chaves, Gregório Serrrão, Afonso Brás, Diogo Jácome, Leonardo do Vale, Gaspar Lourenço, Vicente Rodrigues, Lourenço Brás, João Gonçalves e Antonio Blasquez.
(...) Em 1570, com a doença e morte do Padre Manuel da Nóbrega, Anchieta assume o cargo de reitor do colégio do Rio, onde permanece até 1573, quando é substituído pelo Padre Lourenço Brás. Nessa ocasião segue para a Bahia, em companhia do Padre Vicente Rodrigues.
(...) Só em 1595 consegue dispensa de suas tarefas e retorna a Reritiba. Está enfraquecido e doente e, pela primeira vez, permite que o carreguem numa rede. Mas ainda uma vez se recupera, chega a voltar ao cargo de superior de Vitória. 
Em 1497, está de novo em Reritiba quando, no mês de junho, seu estado de agrava. No dia 9 pede a extrema-unção. Pesa sobre a aldeia de Reritiba a dor de perder o amigo, que morre nesse mesmo dia, com 63 anos de idade e 44 anos de serviços prestados ao Brasil.
(Fonte: http://www.novomilenio.inf.br/festas/anchie01.htm)


FLORES PARA VOCÊS!!!

PS.: Fiz dois posts hoje porque tô doida pra falar de Manuel da Nóbrega...

Beijos!



Escrito por Mari às 08h07
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Padre Leonardo Nunes

Jesuíta português. Nasceu em Vila de S. Vicente, da Beira, diocese da Guarda, em data ignorada. Ingressou na Cia. de Jesus, no Colégio de Coimbra, no dia 6 de fevereiro de 1548. É provável que fosse um dos sacerdotes convertidos por Nóbrega, quando por ali andou em missões. Destacado para missionário no Brasil, em 1549, foi trazido por Tome de Souza, juntamente com outros cinco religiosos, entre os quais o próprio Manuel da Nóbrega, diretor da missão a estabelecer-se na colônia. Exerceu o apostolado primeiramente na Bahia, sendo depois enviado por Nóbrega a S.Vicente, em companhia do Irmão Diogo Jacome, a fim de iniciar catequese dos índios, e, ao mesmo tempo, chamar de novo a religião o heterogêneo elemento branco da povoação, que naquela fase da conquista procedia com mais selvageria do que os próprios nativos.  Como em S. Vicente não houvesse missionário, o padre Nunes organizou um grupo de pessoas que estivessem aptas a ajuda-lo na catequese.  Instalou logo um seminário, que foi o primeiro colégio da povoação, e onde, alem das normas eclesiásticas e do catecismo, ensinava latim e português. Aprendeu a falar o idioma tupi, para melhor comunicar-se com os gentios.
Converteu ao cristianismo numerosos índios e reconduziu a observância da religião muitos dos colonos que se haviam transviado.  Conquistou à causa da Igreja o antigo caçador de índios Pedro Correia, o qual chegou a ingressar na Companhia de Jesus, e morreu, mais tarde, martirizado.
(...) Tão grande era sua atividade, que num mesmo dia era capaz de visitar vários aldeamentos, as vezes distantes muitos quilômetros uns dos outros. Certa ocasião chegou a ir até a Lagoa dos Patos, para conseguir a liberdade de algumas famílias de fidalgos espanhóis em viagem para o rio da Prata. 
Esta faculdade excepcional de locomover-se rápida e prontamente, no meio primitivo e inóspito, fez com que os índios o apelidassem de abareveve ou abarebebê, que em tupi significa padre voador.
Leonardo Nunes era de espírito apostólico resoluto e incansável. Teve papel preponderante na libertação de índios escravizados pelos portugueses, especialmente recompondo famílias indígenas, separadas pela fome escravagista dos colonos portugueses.
(...) Nos primeiros dias de Janeiro de 1554, 12 jesuítas, dos quais era superior o padre Manuel de Paiva, fundam uma casa de residência e colégio nos campos de Piratininga. Alguns dias depois José de Anchieta é nomeado regente desse colégio e começa os importantes serviços de instrução e catequese dos índios, que por espaço de alguns anos prestou à Capitania de São Vicente.
(...) Em Julho o padre Leonardo Nunes é eleito para ir a Roma informar ao geral da companhia (depois Santo Inácio de Loiola), do estado em que se achavam as missões brasílicas. Embarcando em Santos, uma tempestade fortíssima abateu-se sobre o navio,dois ou três dias depois da saída, naufragou no dia 30 de junho de 1554 perecendo ele e muitos da tripulação, mas ele permaneceu salvando alguns náufragos e acabou por afogar-se. Antes de morrer, ergueu a cruz em uma das mãos e deixou-se afundar. Do triste naufrágio, sobreviveram muitos, que testemunharam os últimos instantes do Abarebebê. (...)
http://peruibe.tur.br/historia/padre_leonardo_nunes.htm


Amigos, não consegui nenhuma imagem do Padre Leonardo Nunes.

FLORES PARA VOCÊS!!!



Escrito por Mari às 07h46
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Frei Bartolomeu dos Mártires e Padre Diogo Jácome

   D. Frei Bartolomeu dos Mártires
 
Religioso dominicano da ordem dos pregadores, arcebispo de Braga primaz das Espanhas, etc.
Nasceu em Lisboa nos princípios do mês de Maio de 1514. Faleceu no convento de Santa Cruz, de Viana do Minho, hoje Viana do Castelo, a 16 de Julho de 1590.
Era filho de Domingos Fernandes e de Maria Correia, ambos naturais de Verdelha, termo de Lisboa, e pessoas abastadas. Foi batizado na igreja paroquial dos Mártires, tomando o nome de Bartolomeu, e por serem devotos de Nossa Senhora dos Mártires, seus pais lhe acrescentaram este apelido. Logo ao partir do berço se começou a formar a lenda de que o menino tinha nas costas da mão direita uma cruz naturalmente impressa, floreteada nos quatro remates, sinal que lhe durou enquanto viveu, e que foi tomado desde o princípio, como prognóstico de maravilhosos destinos. (...)
O jovem estudante ouvia pregar na igreja dos Mártires os frades dominicanos, que muito frequentavam aquele templo, e tanto se lhes afeiçoou, que mostrou desejos de entrar naquela clausura. Comunicando a sua resolução ao prior do convento de S. Domingos, Frei Jorge Vogado, foi-lhe lançado o hábito no dia 11 de Novembro de 1528, professando na ordem com o nome de Frei Bartolomeu dos Mártires, a 15 de Novembro de 1529.
(...)
A vida toda do arcebispo prova bem que não era afectada a modéstia que manifestara, e que o humilde frade trocou a custo a solidão da sua cela pelos esplendores da residência prelatícia. Tomando posse de tão elevada dignidade, começou logo a exercê-la com um zelo e uma piedade verdadeiramente evangélicos, banindo do paço arquiepiscopal todos os esplendores mundanos, vivendo quase como os primitivos bispos, trazendo em dia os despachos, e atendendo muito às causas de justiça, e finalmente visitando amiudadas vezes a diocese. A sua caridade era notável (...) diz um de seus biógrafos.

(Fonte: http://arqnet.pt/dicionario/martiresb1.html)


Padre Diogo Jácome
  
Faleceu em 15 de Abril de 1565.
Coadjutor espiritual da Companhia de Jesus, cujo habito recebeu em Coimbra a 12 de Novembro de 1548. No ano seguinte partiu para o Brasil como missionário, em companhia do padre Manuel da Nóbrega, passando ambos muitos trabalhos, privações e fadigas. Na capitania do Espírito Santo ainda empregou mais o seu zelo apostólico, quando uma terrível epidemia devastava grande parte dos habitantes, exercendo, sem receio da morte, os ofícios de médico, cirurgião e confessor. O excesso de trabalho e as muitas vigílias, assistindo aos enfermos, lhe causaram uma terrível enfermidade, de que veio a falecer a 15 de Abril de 1565. Escreveu Carta do Brasil em 1551, em que trata dos costumes dos índios, e trabalhos que os Padres da Companhia padecem na sua conversão. Este manuscrito conservava-se no cartório da Casa Professa de S. Roque.

(Fonte: http://www.arqnet.pt/dicionario/jacomed.html). Não encontrei nenhuma foto ou desenho de Padre Diogo na net.


Amanhã falarei de Padre Leonardo Nunes (a história dele é também muito bonita).

FLORES PARA VOCÊS!!!!

 



Escrito por Mari às 07h43
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Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho - Capítulo IV

"(...) Ismael reuniu em grande assembléia os seus colaboradores mais devotados, com o objetivo de instituir um programa para as suas atividades espirituais na Terra de Santa Cruz:

– Irmãos – exclamou ele no seio da multidão de companheiros abnegados – plantamos aqui, sob o olhar misericordioso de Jesus, a Sua bandeira de paz e de perdão. Todo um campo de trabalho se desdobra às nossas vistas. Precisamos de colaboradores devotados que não temam a luta e o sacrifício. Voltemo-nos para os centros culturais de Coimbra e de Lisboa, a regenerar as fontes do pensamento, no elevado sentido de ampliarmos a nossa ação espiritual. Alguns de vós ficareis em Portugal, mantendo de pé os elementos protetores dos nossos trabalhos, e a maioria terá de envergar o sambenito humilde dos missionários penitentes, para levar o amor de Deus aos sertões ínvios e carecidos de todo o conforto. Temos de buscar no seio da igreja as roupagens exteriores de nossa ação regeneradora. (...) Somente as grandes dores realizarão a fraternidade no seio da instituição que deverá representar o pensamento do Senhor na face da Terra, a igreja que, desviada dos seus grandes princípios pela mais terrível de todas as fatalidades históricas, foi obrigada a participar do organismo mundano e perecível dos Estados. (...) o Reino de Jesus ainda não é desse mundo; mas, temos de aproveitar as possibilidades que o seu campo nos oferece para encetar essa obra de edificação da pátria do Cordeiro de Deus. Pregareis, em Portugal, a verdade e o desprendimento das riquezas terrestres e trabalhareis, sob a minha direção, nas florestas imensas de Santa Cruz, arrebanhando as almas para o Único Pastor. O característico de vossa ação, como missionários do Pai Celestial, será um testemunho legítimo de renúncia a todos os bens materiais e uma consoladora pobreza.

Quase todos os Espíritos santificados, ali presentes, se oferecem como voluntários da grande causa. Entre muitos, descobriremos José de Anchieta, e Bartolomeu dos Mártires, Manuel da Nóbrega, Diogo Jácome, Leonardo Nunes e muitos outros, que também foram dos chamados para esse conclave no mundo invisível."

(Trecho tirado do livro "Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho", de Chico Xavier, pelo espírito Humberto de Campos.

Págs. 44-45, grifos nossos - ver significado das palavras abaixo.)


Amanhã, falarei um pouquinho desses personagens...

FLORES PARA VOCÊS!!!

PS: Segundo o dicionário Aurélio:

1) Sambenito: Hábito de baeta amarela e verde, que os penitentes vestiam pela cabeça à moda de saco e trajavam nos autos-de-fé.

2) Ínvio: Em que não há caminho; intransitável.

3) Encetar: Começar, principiar, iniciar.

4) Conclave: Reunião de pessoas para tratar dalgum assunto.



Escrito por Mari às 18h55
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31/01/2005

WILMA, LELÊ E PAPAI

 

Amigos,

hoje quero prestar homenagens a três pessoas que amo muito...


   Wilminha (Apêndice)

Wilma, querida, receba o nosso beijo no seu coração. Não pudemos estar presentes fisicamente, mas nosso sentimento estava com você. Saiba que a temos como um grande exemplo de dedicação e de amor... DE FILHA AMOROSA... Fiquei me lembrando de você no coreto cantando Senhor...

"Senhor, põe Teu manto sobre mim / torna-me livre enfim / em Teu amor.

Senhor, unge meu ser com Teu beijo / guarda meu coração em Teu peito, Senhor." (Ívia Corneli)

Temos a certeza que é isso que Ele faz conosco, sempre. Nós te adoramos Wilminha e estaremos sempre com você...


Minha Barbie amada...

GENTEEEEEEE!!!!! HOJE É NIVER DA LELE!!!! WOHOOOOOO!!!!!

VIVA A LELE!!!!!!

Querida, sou muito feliz por tê-la como filha! Que Jesus te abençõe sempre e que você continue sendo essa menina maravilhosa e amada por todos que você é.

Um grande beijo da mamãe! TE AMO MOOOOOOOOOOIIIIITTTOOOOO!!!!!


 Agora é a vez do "meu paipai"!

Sábado foi aniversário dele!!! Pai, que Jesus te abençõe sempre! Eu, aliás, todos nós somos eternamente gratos a Ele por ter colocado você em nossas vidas! E somos eternamente gratos a você pela sua dedicação, pelo seu amor, pelo seu carinho, pelo seu exemplo de vida! Um grande beijo da filha que te ama muito!!!

FELIZ ANIVERSÁRIO!!!!

Ah! Essa do ladinho esquerdo aí é a artista que fez o bolo!!! Minha mãezona!!! Obrigada por tudo mãe! Te amo muito!


FLORES PARA VOCÊS!!!

PS: Si, voce conhece uma música da Beth Carvalho que diz: "Obrigada pelas rosas que me deste, amor / eu te agradeço com ternura e fervor / não me esqueci, nem esquecerei jamais... hoje faço a minha retribuição / e canto com muita alegria essa nossa canção." Obrigada pelas hortências!!! Beijo!

Amanhã tem mais Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho. Beijos.



Escrito por Mari às 18h54
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Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho - Capítulo III

 

Índios nativos brasileiros, abençoados por Jesus... (Montagem sobre a litografia de Rugendas). Índios na sua cabana. Fonte: www.nascente.com.br/rugendas

"Nessa hora a frota de Cabral foge das águas verdes e fartas da Baía de Porto Seguro.

Entretanto, nas fitas extensas da praia choram, desesperadamente, os dois degredados (...) que o Rei D. Manuel I destinara ao exílio.

(...) Os silvícolas amáveis e fraternos lhes abrem os braços; é de seus corações rudes e simples que desabrocham (...) as flores amigas de um brando conforto.

Mas Afonso Ribeiro, um dos condenados ao penoso desterro, avança numa piroga desprotegida e desmantelada (...) a caminho do mar alto. (...) O infeliz degredado anseia por morrer. (...) e, esperando na morte o socorro bondoso, exclama, no íntimo do coração:

– Jesus, tende piedade da minha infinita amargura! (...) se a traição e a covardia me arrebataram da pátria, afastando dos meus olhos as paisagens queridas e os afetos mais santos do coração, essas mesmas calúnias não me separam da vossa misericórdia!

(...) Uma esperança milagrosa se apossa de todas as suas fibras emotivas e, como por delicado milagre, a sua jangada rústica regressa, celeremente, à praia distante.

(...) Ismael havia realizado o seu primeiro feito nas Terras de Vera Cruz. Trazendo um náufrago e inocente para a base da sociedade fraterna do porvir, ele obedecia a sagradas determinações do Divino Mestre. Primeiramente, surgiram os índios, que eram os simples de coração; em segundo lugar chegavam os sedentos da justiça divina e, mais tarde, viriam os escravos, como a expressão dos humildes e dos aflitos, para a formação da alma coletiva de um povo bem-aventurado por sua mansidão e fraternidade. Naqueles dias longínquos de 1500, já se ouviam no Brasil os ecos acariciadores das Bem-aventuranças."

(Trecho extraído do livro "Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho", de Chico Xavier, pelo espírito Humberto de Campos. Grifo nosso.)

FLORES PARA VOCÊS!!!



Escrito por Mari às 18h53
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Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho - Capítulo III

"Todos os espíritos edificados nas lições sublimes do Senhor se reuniram, logo após o descobrimento da nova terra, celebrando o acontecimento nos espaços do Infinito. (...)

Afigurava-se que a região dos pescadores humildes, que conheceu, bastante assinalados, os passos do Divino Mestre, se havia transplantado igualmente para o continente novo, dilatada em seus suaves contornos.

Uma alegria paradisíaca reinava em todas as almas que comemoravam o advento da Pátria do Evangelho, quando se fez presente, na assembléia augusta, a figura misericordiosa do Cordeiro.

Complacente sorriso lhe bailava nos lábios angélicos e suas mãos liriais empunhavam largo estandarte branco, como se um fragmento de sua alma radiosa estivesse alidentro, transubstanciado naquela bandeira de luz, que era o mais encantador dos símbolos de perdão e de concórdia.

Dirigindo-se a um dos seus elevados mensageiros na face do orbe terrestre, em meio do divino silêncio da multidão espiritual, sua voz ressoou com doçura:

– Ismael, manda meu coração que doravante sejas o zelador dos patrimônios imortais que constituem a Terra do Cruzeiro. Recebe-a nos teus braços de trabalhador devotado da minha seara, como a recebi no coração. obedecendo a sagradas inspirações de Nosso Pai. Reúne as incansáveis falanges do Infinito, que cooperam nos ideais sacrossandos de minha doutrina, e inicia, desde já, a construção da pátria do meu ensinamento. Para aí transplantei a árvore da minha misericórdia e espero que a cultives com a tua abnegação e com o teu sublimado heroísmo. Ela será a doce paisagem dilatada do Tiberíades, que os homens aniquilaram na sua voracidade de carnificina. Guarda este símbolo da paz e inscreve na sua imaculada pureza o lema da tua coragem e do teu propósito de servir à causa de Deus e, sobretudo, lembra-te sempre de que estarei contigo no cumprimento dos teus deveres, com os quais abrirás para a humanidade dos séculos futuros um caminho novo, mediante a sagrada revivescência do Cristianismo.

Ismael recebe o lábaro bendito das mãos compassivas do Senhor, banhado em lágrimas de reconhecimento, e, como se entrara em ação o impulso secreto da sua vontade, eis que a nívea bandeira, tem agora uma insígnia. Na sua branca substância, uma tinta celeste inscrevera o lema imortal: "Deus, Cristo e Caridade"."

(Trecho extraído do livro "Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho, de Chico Xavier, pelo espírito Humberto de Campos, pgs.35-37)

FLORES PARA VOCÊS!!!



Escrito por Mari às 18h52
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O INFANTE D. HENRIQUE DE SAGRES

O Infante D. Henrique nasceu no Porto em 3 de março de 1394. Era filho de D. João I e de D. Filipa de Lancastre. Foi o principal mentor da expansão ultramarina e teve um importante papel na história dos Descobrimentos.

Em 1415 participou da armada que conquistou Ceuta, cidade onde foi armado cavaleiro. Depois desse sucesso foram-lhe concedidos os títulos de Duque de Viseu e Senhor da Covilhã, o que aumentou largamente o seu patrimônio. Aos rendimentos de sua casa senhorial, juntou-se  os da Ordem de Cristo, da qual foi nomeado Administrador em 1420 pelo Papa Martinho V. Os recursos foram utilizados por D. Henrique, na organização, primeiro, de uma armada de corso e, depois, de expedições de reconhecimento do Oceano Atlântico.

Pouco depois da conquista de Ceuta, o Infante enviou expedições às Ilhas Canárias. Os arquipélagos de Madeira e Açores foram redescobertos e povoados por sua ordem. O reconhecimento da costa ocidental africana, que os europeus só conheciam até ao Cabo Bojador, foi outro dos objetivos que o infante perseguiu. Até ao ano da morte do Infante, reconheceu-se a costa africana até à Serra Leoa.

Foi também governador do Algarve, tendo aí fundado, segundo a lenda, a Escola de Navegação de Sagres. A formação de pessoal capaz de conduzir navios no alto mar teve, nos tempos mais recuados da Idade Média e princípios da Idade Moderna, um caráter essencialmente prático regulado pelas normas das corporações, que aceitavam um aprendiz, preparando-o, pouco a pouco, para o exercício do ofício respectivo.

Um dos sucessos desta empresa organizada pelo Infante D. Henrique, foi a do Descobrimento do Brasil, em 22 de abril de 1500.

D. Henrique era considerado meio místico, retraído e pouco afeito às festas da Corte que pouco freqüentava. Faleceu em Sagres, onde se recolhia regularmente, em 13 de novembro de 1460.

Não há imagens ou fotos consideradas fidedignas do Infante D. Henrique. As mais conhecidas, porém, são as seguintes:

    Pretenso retrato do Infante. Painéis de S. Vicente de Fora, de Nuno Gonçalves, pintados entre 1460 e 1480.

   Estátua da Oficina de João de Castilho, do Portal Sul do Mosteiro dos Jerônimos, entre 1517 e 1519.

Fontes: http:// www.geocities.com/aljuolu/infantedhenrique.htm, http://www.monarquia.com.br/gazeta/0122f.htm, http://www.mofra.org.br/Biografias/desagres/

Amigos,

esta é a história da passagem pela Terra, conhecida pela História, do nosso querido Helil, mensageiro de Jesus.

 

 

FLORES PARA VOCÊS!!!



Escrito por Mari às 18h52
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Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho

"Tu, Helil, te corporificarás na Terra, no seio do povo mais pobre e mais trabalhador do Ocidente; instituirás um roteiro de coragem, para que sejam transpostas as imensidades desses oceanos perigosos e solitários, que separam o velho do novo mundo." (Jesus, pg. 24)

(Fonte: http://www.viafanzine.yan.com.br/historia.htm)

"No oceano largo, o capitão-mor considera a possibilidade de levar a sua bendeira à terra desconhecida do hemisfério sul. O seu desejo cria a necessária ambientação ao grande plano do mundo invisível. Henrique de Sagres aproveita esta maravilhosa possibilidade. Suas falanges de navegadores do Infinito se desdobram nas caravelas embandeiradas e alegres. Aproveitam-se todos os ascendentes mediúnicos. As noites de Cabral são povoadas de sonhos sobrenaturais e, insensivelmente, as caravelas inquietas cedem ao impulso de uma orientação imperceptível. Os caminhos das Índias são abandonados. Em todos os corações há uma angustiosa expectativa. O pavor do desconhecido empolga a alma daqueles homens rudes, que se viam perdidos entre o céu e o mar, nas imensidades do Infinito. Mas, a assistência espiritual do mensageiro invisível, que, de fato, era ali o divino expedicionário, derrama um claror de esperança em todos os ânimos. As primeiras mensagens da terra próxima recebem-nas com alegria indizível. As ondas se mostram agora, amiúde, qual colcha caprichosa de folhas, de flores e de perfumes. Avistam-se os píncaros elegantes da plaga do Cruzeiro e, em breves horas, Cabral e sua gente se reconfortam na praia extensa e acolhedora. Os naturais os recebem como irmãos muito amados. (...) Colocam suas habitações rústicas e primitivas à disposição do estrangeiro e reza a crônica de Caminha que Diogo Dias dançou com eles nas areias de Porto Seguro, celebrando na praia o primeiro banquete de fraterniadade na Terra de Vera Cruz.

A bandeira das quinas desfralda-se então gloriosamente nas plagas da terra abençoada, para onde transplantara Jesus a árvore do Seu amor e da Sua piedade, e, no céu, celebra-se o acontecimento com grande júbilo. Assembléias espirituais, sob as vistas amorosas do Senhor, abençoam as praias extensas e claras e as florestas cerradas e bravias. Há um contentamento intraduzível em todos os corações, como se um pombo simbólico trouxesse as novidades de um mundo mais firme, após novo dilúvio.

Henrique de Sagres, o antigo mensageiro do Divino Mestre, rejubila-se com as bênçãos recebidas do céu. Mas, de alma alarmada pelas emoções mais carinhosas e mais doces, confia ao Senhor as suas vacilações e os seus receios:

– Mestre – diz ele – graças ao Vosso coração misericordioso, a terra do Evangelho florescerá agora para o mundo inteiro. Dai-nos a vossa bênção para que possamos velar pela sua tranqüilidade, no seio da pirataria de todos os séculos. (...)

Jesus, porém, confiante, por sua vez, na proteção de Seu Pai, não hesita em dizer com a certeza e a alegria que traz em Si:

– Helil, afasta essas preocupações e receios inúteis. A região do Cruzeiro, onde se realizará a epopéia do meu Evangelho, estará, antes de tudo, ligada eternamente ao meu coração. (...) Antes de o estar ao dos homens, é ao meu coração que ela se encontra ligada para sempre.

(...) E foi assim que o minúsculo Portugal, através de três longos séculos, embora preocupado com as fabulosas riquezas das Índias, pode conservar, contra flamengos e ingleses, franceses e espanhóis, a unidade territorial de uma pátria com oito milhões e meio de quilômetros quadrados e com oito mil quilômetros de costa marítima. (...) Só o Brasil conseguiu manter-se uno e indivisível na América, entre os embates políticos de todos os tempos. É que a mão do Senhor se alça sobre a sua longa extensão e sobre as suas prodigiosas riquezas. O coração geográfico do orbe não se podia fracionar." (pgs. 30-33)


Amigos,

amanhã falarei do Infante Henrique de Sagres...

FLORES PARA VOCÊS!!!



Escrito por Mari às 18h51
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Brasil, Coração do mundo, Pátria do Evangelho - Capítulo I

"(...)

– Mas – retornou tristemente a voz compassiva do Cordeiro – qual o lugar da Terra que não é santo? Em todas as partes do mundo, por mais recônditas que sejam, paira a bênção de Deus, convertida na luz e no pão de todas as criaturas.

(...)

Cheio de esperanças, emociona-se o coração do Mestre, contemplando a beleza do sublimado espetáculo.

– Helil – pergunta Ele – onde fica, nestas terras novas, o recanto planetário do qual se enxerga, no infinito, o símbolo da redenção humana?

– Esse lugar de doces encantos, Mestre, de onde se vêem, no mundo, as homenagens dos céus aos vossos martírios na Terra, fica mais para o sul.

E, quando no seio da paisagem repleta de aromas e de melodias, contemplavam as almas santificadas dos orbes felizes, na presença do Cordeiro, as maravilhas daquela terra nova, que seria mais tarde o Brasil, desenhou-se no firmamento, formado de estrelas rutilantes, no jardim das constelações de Deus, o mais imponente de todos os símbolos.

Mãos erguidas para o Alto, como se invocasse a bênção de seu Pai para todos os elementos daquele solo extraordinário e opulento, exclama então Jesus:

– Para esta terra maravilhosa e bendita será transplantada a árvore do meu Evangelho de piedade e de amor. No seu solo dadivoso e fertilíssimo, todos os povos da Terra aprenderão a lei da fraternidade universal. Sob estes céus serão entoados os hosanas mais ternos à misericórdia do Pai Celestial. (...) Aproveitaremos o elementos simples de bondade, o coração fraternal dos habitantes destas terras novas, e, mais tarde, ordenarei a reencarnação de muitos Espíritos já purificados no sentimento da humildade e da mansidão, entre as raças oprimidas e sofredoras das regiões africanas, para formarmos o pedestal de solidariedade do povo fraterno que aqui florescerá, no futuro, a fim de exaltar o meu Evangelho, nos séculos gloriosos do porvir. Aqui, Helil, sob a luz misericordiosa das estrelas da cruz, ficará localizado o coração do mundo!

(...)

Foi por isso que o Brasil, onde confraternizam hoje todos os povos da Terra e onde será modelada a obra imortal do Evangelho do Cristo, muito antes do Tratado de Tordesilhas, que fincou as balizas das possessões espanholas, trazia já, em seus contornos, a forma geográfica do coração do mundo."

(Livro Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho, de Chico Xavier, pelo espírito Humberto de Campos, capítulo I)

AMIGOS, TEMOS UMA TAREFA: VAMOS LER "BRASIL, CORAÇÃO DO MUNDO, PÁTRIA DO EVANGELHO".

MUITO TRABALHO NOS ESPERA... ESTEJAMOS PREPARADOS PARA QUE NÃO SEJA NECESSÁRIO "DAR TRABALHO" À ESPIRITUALIDADE.

 

FLORES PARA VOCÊS!!!



Escrito por Mari às 18h49
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LÍVIA

"Lívia, teus cabelos soltos

lembram um encontro em Cafarnaum

Teu olhar sorrindo

badalam os sinos

Um Rouxinol, um Beija-flor

Falam do Mestre do Amor...

Teus poemas me encantam

Rolam os meus prantos

Falam de um Senhor

Trazem a luz do céu

És alma de minh'alma

Esperança e meu viver

LÍVIA, AMO VOCÊ!"

(Página mediúnica recebida por Carlos Pinto de Almeida)

 

 

Beré, querida, o que dizer a você, senão MUITO OBRIGADA...

Obrigada por nos ter acolhido

Por nos conceder o privilégio

De participar do teu sonho tão lindo!

Obrigada por nos ter apresentado

Aquele Ser muito amado

Que hoje se faz nosso Grande Amigo.

Obrigada pelas jóias do passado

Que trazes envolvidas num véu sagrado

Cheio de estrelas, repleto de luz!

Obrigada pelo amor que nos oferece

Pois cada momento com você, é uma prece.

Obrigada por nos aproximar de Jesus!

MUITAS FLORES, MUITOS BEIJOS, MUITA LUZ!

SEJA ETERNAMENTE FELIZ, COM EMMANUEL, COM JESUS!

AMO VOCÊ!!!



Escrito por Mari às 18h48
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Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho

Prefácio

 "(...) Humboldt, visitando o vale extenso do Amazonas, exclamou, extasiado, que ali se encontrava o celeiro do mundo. O grande cientista asseverou uma grande verdade: precisamos, porém, desdobrá-la, estendendo-a do seu sentido econômico à sua significação espiritual. O Brasil não está somente destinado a suprir as necessidades materiais dos povos mais pobres do planeta, mas, também, a facultar ao mundo inteiro uma expressão consoladora de crença e de fé raciocinada e a ser o maior celeiro de claridades espirituais do orbe inteiro. (...) Nossa tarefa visa a esclarecer o ambiente geral do país, argamassando as suas tradições de fraternidade com o cimento das verdades puras, porque, se a Grécia e a Roma da antigüidade tiveram a sua hora, como elementos primordiais das origens de toda a civilização do Ocidente; se o Império português e o espanhol se alastraram quase por todo o planeta; se a França, se a Inglaterra têm tido a sua hora proeminente nos tempos que assinalam as etapas evolutivas do mundo, o Brasil terá também o seu grande momento, no relógio que marca os dias da evolução da humanidade.

Se outros povos atestaram o progresso, pelas expressões materializadas e transitórias, o Brasil terá a sua expressão imortal na vida do espírito, representando a fonte de um pensamento novo, sem as ideologias de separatividade, e inundando todos os campos das atividades humanas com uma nova luz.(...)

Emmanuel

(Trecho tirado do livro "Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho", de Chico Xavier, pelo espírito Humberto de Campos).

 

Gente! Dá pra sentir a importância do Brasil para a humanidade inteira?!?! Vejam o que Emmanuel falou em 1938!

Então...

Que Jesus continue abençoando a nossa Nação! E que nós possamos honrar os compromissos assumidos para contribuir na realização daquilo que foi planejado pelo nosso Mestre quando "transplantou da Plaestina para a região do Cruzeiro a árvore 'magnânime do seu Evangelho, a fim de que os seus rebentos delicados florescessem de novo, frutificando em obras de amor para todas as criaturas'." (Humberto de Campos em Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho)

Como diz o Ministro Genésio em Nosso Lar, "(...) Não esqueçamos, porém, que todo homem é semente da divindade. Ataquemos a execução de nossos deverem com esperança e otimismo, e estejamos sempre convictos de que, se bem fizermos a nossa parte, podemos permanecer em paz, porque o Senhor fará o resto." (Trecho tirado do livro "Nosso Lar", de Chico Xavier, pelo espírito André Luiz)

Portanto, mãos à obra, amigos...

Vamos todos ler "Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho"...

Muito trabalho nos espera!

Flores para vocês!!!!

 



Escrito por Mari às 18h47
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