Relicario de Mari


FELIZ NATAL!

Estive pensando sobre a expressão "Feliz Natal".

O que é Natal?

Porque dizemos "Feliz Natal"?

Ora, nos reportarmos ao motivo da existência da data, é o bastante para refletirmos sobre o "Feliz Natal".

Se estamos em nossa caminhada pela Terra buscando as coisas de Deus, procurando exercitar as lições trazidas por Jesus, temos motivo suficiente para desejarmos, para toda a humanidade, um "Feliz Natal".

Se pensarmos que, nesta época, fazemos mais fortes dentro de nós, as lembranças do nosso Mestre, naturalmente iremos desejar ao irmão, que reviva e faça crescer dentro de si estas lembranças amorosas que nos enchem o coração de esperança.

E o que Ele nos pede, é que nos amemos uns aos outros como irmãos...

Então, o que mais podemos desejar a um irmão, senão a VERDADEIRA FELICIDADE?

Por isso, irmão querido, desejo que todos os dias de sua existência, sejam dias de "Feliz Natal" e te agradeço por todas as vezes que você foi um "Feliz Natal" para mim.

Que Jesus abençoe a todos!

Um grande beijo e...

FELIZ NATAL!!!


Flores de Cafarnaum (Casa de Pedro) para todos vocês!!!

Jô, quando vi esse jardim, bati essas fotos pensando em você. Bei-JÔ!

 

 



Escrito por Mari às 10h33
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Um ano!

Puxa! Faz um ano que não coloco nada aqui!

A vida tem exigido de nós uma correria sem fim.

Mas continuarei com o trabalho. Não na mesma frequencia de antes. Mas vou terminar o livro.

Beijos a todos que, de quando em vez, vêm até aqui para ver se tem alguma novidade ou, até mesmo, para rever um pouquinho da história da nossa Pátria tão querida.

FLORES REPLETAS DE LUZ E PERFUME PARA VOCÊS!!!



Escrito por Mari às 06h26
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Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho

(Embarque de D. João VI para o Brasil. Óleo de anônimo. Fonte: http://www.linkbairro.com.br/historiabrasildjoaovi.htm.)


CAPÍTULO XVI

D. JOÃO VI NO BRASIL

"Enquanto as falanges espirituais de Henrique de Sagres se reuniam em Portugal, revigorando as forças lusitanas para a escola de energia, (...) o exército de Ismael voltava-se para o Brasil, a fim de inspirar o primeiro soberano do Velho Mundo que pisava as terras americanas.

A esses esclarecidos agrupamentos do mundo invisível, aliava-se agora a personalidade do Tiradentes, que se transformara em gênio inspirador de todos os brasileiros. Ismael reúne os seus colaboradores e fala assim aos devotados mensageiros:

– Amigos, um novo período surgirá agora para as nossas atividades na terra do Evangelho. Ao sopro das inspirações divinas, reformar-se-á toda a vida política da pátria onde edificaremos, mais tarde, a obra de Jesus. Procuremos inspirar a quantos se conservam à frente dos interesses do povo, iluminando-lhes o caminho com as idéias generosas e fraternas da liberdade. Sobre os nossos esforços há de pairar a direção do Senhor, que se desvela amorosamente pelo cultivo da árvore sagrada dos ensinamentos, transplantada da Palestina para o coração do Brasil.

Aquela caravana de abnegados espalha-se então, por todos os recantos da pátria, distribuindo com os seus esforços fraternais as sementes de uma vida nova.(...)"

(Trecho extraído do livro "Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho" de Humberto de Campos, psicografado por Francisco Cândido Xavier, pgs. 133-134.)


D. JOÃO VI

Dona Maria I (A Louca) e Dom Pedro II, os pais de Dom João VI.

Dona Maria I (A Louca), sua mãe

 

D. João VI

"Nome: Dom João Maria José Francisco Xavier de Paula Luis Antonio Domingos Rafael de Bragança.

Local e data de nascimento: 13 de Maio de 1767, no Palácio Real da Ajuda, próximo a Lisboa - Portugal

Local e data da Morte: Palácio da Bemposta, – Lisboa – Portugal, a 10 de Março de 1826, estando sepultado no Mosteiro de São Vicente de Fora.

Dom João VI (O Clemente), 27º Rei de Portugal, era o segundo filho do Rei de Portugal, Dom Pedro III de Bragança (1717-1786) e a da Rainha, Dona Maria lzabel I de Bragança (1734 -1816 - a louca), que era sobrinha do próprio marido, (casaram em 1760), tendo por padrinho de batismo o rei da França, Luís XV.

Com 25 anos de idade tornou-se herdeiro do trono com a morte por varíola do irmão, Dom José de Bragança o Príncipe da Beira (1762-1788), em 1792, órfão de pai e com a mãe completamente louca, tornou-se regente de Portugal.

Por motivo do problema mental de sua mãe, passou a governar desde 1792, porém só se tornou Príncipe Regente a partir de 15 de julho de 1799. Dom João só foi coroado em 6 de fevereiro de 1818. A partir da coroação seu título foi Dom João VI, Rei do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. A cerimônia aconteceu no Rio de Janeiro. É bom lembrar que Dom João VI foi o único rei coroado nas Américas.

Casou com Dona Carlota Joaquina de Espanha (ela nasceu em 25 Abril de 1775 em Aranjuez - Madrid e morreu em 7 dezembro 1830 em Queluz - Portugal) (...)

Pai de nove filhos, um deles Pedro que seria imperador do Brasil.

(...)

Em virtude do conflito entre França e Inglaterra, seu governo teve um período de grande intranqüilidade. Afim de prejudicar a Inglaterra, Napoleão decretou o bloqueio continental. Quando Portugal foi invadida pelas tropas do Marechal francês Junot, a família real portuguesa com toda a corte embarcou para o Rio de Janeiro. Ao chegar ao Brasil, Dom João declarou livres as indústrias brasileiras e abriu os portos do Brasil ao comércio estrangeiro. Passou depois a residir no Rio de Janeiro. A Dom João VI deve-se a fundação da Academia de Belas Artes do Rio de Janeiro, registrando-se também importantes movimentos militares que proporcionaram a ampliação de nossas fronteiras."

D. João VI e D. Carlota Joaquina

(Fonte: http://www.bairrodocatete.com.br/domjoaovi.html)


FLORES PARA OS MEUS AMORES...

CAMÉLIAS PARA A NOSSA PRINCESA!!! 



Escrito por Mari às 07h15
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BRASIL, CORAÇÃO DO MUNDO, PÁTRIA DO EVANGELHO

ENCERRANDO O CAPÍTULO XV

"O século XIX começava a viver embalado pelo fragor das armas, em todas as direções.

Portugal alia-se à Inglaterra, resistindo às ordens supremas do conquistador. Bonaparte assina um tratado com a Espanha, que já se havia dobrado às suas determinações, e ordena a invasão imediata de Portugal.

A Inglaterra, com a sua prudência, sugere à Casa de Bragança a retirada para o Brasil. D. João VI hesita, antes de adotar semelhante resolução. O grande príncipe, tão generoso e tão infeliz, é encontrado, nas vésperas da partida, a chorar convulsivamente em um dos aposentos privados do palácio; mas, aquela decisão era necessária e inadiável.
A frota real velejou do Tejo a 29 de novembro de 1807, a caminho da colônia e, mal havia desaparecido nas águas pesadas do Atlântico, já os soldados de Junot se apoderavam de Lisboa e de suas fortalezas, com ordem de riscar Portugal da carta geográfica européia.

Contudo, os gênios espirituais velavam pelos vencidos e pelos humilhados.

(Chegada da Família Real portuguesa ao Rio de Janeiro em 7 de março de 1808. Quadro de Geoffrey Hunt. 1999, óleo sobre tela. Fonte: http://www.arqnet.pt/portal/imagemsemanal/novembro0203.html)

D. João VI chega ao Brasil em janeiro de 1808, depois de uma viagem cheia de acidentes e contrariedades.

O bondoso príncipe encontraria, na terra do Evangelho, a hospitalidade que os reis de Castela não encontraram nas suas colônias da América do Sul, quando acossados pelas mãos de ferro do ditador. A Casa de Bragança ia dilatar até aqui os limites do seu reino, reconhecida e feliz por encontrar no Brasil a compreensão e a bondade, o acolhimento e o amor."

(Trecho extraído do livro "Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho" de Humberto de Campos, psicografado por Francisco Cândido Xavier, pgs. 130-131.)


"A mudança da família real e da Corte portuguesa para o Brasil foi conseqüência da situação européia no início do século XIX. Naquela época, a Europa estava inteiramente dominada pelo imperador dos franceses, Napoleão Bonaparte. Com sua política expansionista, ele submetera a maior parte dos países europeus à dominação francesa.

(...) Em 1806, Napoleão decretou o Bloqueio Continental, obrigando todas as nações da Europa continental a fecharem seus portos ao comércio inglês. Com essa medida, Napoleão pretendia enfraquecer a Inglaterra, privando-a de seus mercados consumidores e de suas fontes de abastecimento. Nessa época, Portugal era governado pelo Príncipe Regente Dom João, pois sua mãe, a Rainha Dona Maria I, sofria das faculdades mentais.

Pressionado por Napoleão, que exigia o fechamento dos portos portugueses ao comércio inglês, e ao mesmo tempo pretendendo manter as relações com a Inglaterra, Dom João tentou adiar o mais que pôde uma decisão definitiva sobre o assunto.

Se aderisse ao Bloqueio Continental, Portugal ficaria em condições extremamente difíceis, porque a economia portuguesa dependia basicamente da Inglaterra. Os ingleses eram os maiores fornecedores dos produtos manufaturados consumidos em Portugal e também os maiores compradores das mercadorias portuguesas e brasileiras. A Inglaterra, por sua vez, também não queria perder seu velho aliado, principalmente porque o Brasil representava um excelente mercado consumidor de seus produtos.

Para resolver a situação de acordo com os interesses de seu país, o embaixador em Lisboa, Lorde Percy Clinton Smith, Visconte de Strangford, conseguiu convencer Dom João a transferir-se com sua Corte para o Brasil. Desse modo, os ingleses garantiam o acesso ao mercado consumidor brasileiro.

A transferência da Corte era uma boa solução também para a família real, pois evitava a deposição da dinastia de Bragança pelas forças napoleônicas.(...)"

Fonte: http://www.brasilescola.com/historiab/corte-portuguesa.htm


FLORES PARA VOCÊS!!!



Escrito por Mari às 09h56
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EU ESTOU MUITO FELIZ!!!

Peço licença ao trabalho do "Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho" para manifestar a minha alegria por ter reencontrado a minha melhor amiga. Estudamos juntas, desde a primeira série. Havia 16 anos que não nos encontrávamos. Há, pelo menos 10 anos que a estou procurando... E ela me achou. Veio para BH e me achou na lista telefônica!

COM VOCÊS...

KÁTIA!!!

 

E... COM VOCÊS...

O TRIO PARADA DURA:

KATIA, MARI E CARLINHOS (NO COLÉGIO SALESIANO, EM 29/06/1984)

MEU AMORES! ADORO VOCÊS! NÃO PERDEREMOS CONTATO MAIS!


 FLORES PARA TODOS OS MEUS AMIGOS...

... ONDE QUER QUE ELES ESTEJAM...

... ESTARÃO SEMPRE NO MEU CORAÇÃO!



Escrito por Mari às 09h51
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Continuando o capítulo XV...

"Os pensadores terrestres poderão objetar que das ações revolucionárias nascem novas modalidades evolutivas no planeta e que múltiplos benefícios se originam das suas atividades destruidoras; nós, porém, não compreendemos outras transformações que não sejam as que se verificam no íntimo dos homens, no augusto silêncio do seu mundo interior, conduzindo-os aos mais altos planos do conhecimento superior. Se, após os movimentos revolucionários, surgem no orbe novos aspectos de progresso geral, é que o bem é o único determinismo divino dentro do Universo, determinismo que absorve todas as ações humanas, para as assinalar com o sinete da fraternidade, da experiência e do amor. Os Espíritos das trevas se reúnem para a chacina e para a destruição, como acontece atualmente na Terra. Aliando-se às tendências e às fraquezas das criaturas humanas, levam a mentalidade geral a todos os desvarios. (...) mas, a verdade é que todos os triunfos pertencem a Jesus, e as correntes da luz e do bem absorvem todas as atividades, anulando os resultados porventura decorrentes da expansão limitada das trevas. É essa a razão por que, mesmo depois dessas ações destruidoras, florescerão outros núcleos valiosos de civilização. Até que a fraternidade deixe de ser uma figura mitológica no coração das criaturas humanas, até que estejam extintas as vaidades patrióticas, para que prevaleçam um só rebanho e um só pastor, que é Jesus Cristo, os seres das sombras terão o poder de arrastar o homem da terra às lutas fratricidas. Mas, ai daqueles que fomentarem semelhantes delitos. Para as suas almas, a noite dos séculos é mais sombria e mais dolorosa. (...)

Somente as lágrimas, no círculo doloroso das reencarnações tenebrosas, lhes abrem uma vereda para a reabilitação, nas estradas eternas do tempo! (...)"

(Trecho extraído do livro "Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho" de Humberto de Campos, psicografado por Francisco Cândido Xavier, pgs. 128-130.)


 

"Somente de mãos unidas conseguiremos agasalhar o mundo, porque o calor de almas entrelaçadas aquece corações.
Assim deveremos viver, em nome do nosso Pai de amor e de bondade.
Sejamos bons para que a bondade nos inspire.
Sejamos leais para com o Céu, para que o Céu nos abençõe.
Sejamos amigos. A amizade nos esclarecerá sobre as necessidade dos companheiros e amemo-nos uns aos outros, porque eu vos conduzirei pela senda de um amor que ilumina, redime e santifica.
Amados meus, estenderemos a paisagem do Tiberíades das nossas emoções santificadas e da nossa fé arrebatadora para o século de hoje. A caravana da fé passará incansável, levando as flores e a água que alegram e dessedenta.
A minha cruz dirá, como no passado, que a porta de Deus é estreita, mas guarda, além dos seus portais, os verdes campos da casa do nosso Pai.
Aceito a reverência, abençôo o esforço e compartilho das emoções.
Estejamos unidos, conscientes de que a fraternidade é o calor de Deus, que passa pelo coração do homem, com destino à Humanidade inteira.
Tende bom ânimo. Eis que estarei sempre convosco."
Jesus

(Mensagem recebida em 13 de abril de 2003, na Fundação Caminho, Verdade e Vida, por Berenice Brandão Andrade, antes da estréia da peça teatral “Há 2000 anos”, que se deu na quinta-feira santa, dia 17.)


FLORES PARA JESUS !!!

 

FLORES PARA VOCÊS !!!



Escrito por Mari às 19h36
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Continuando o capítulo XV...

"Instala-se, em 1795, o Diretório, que Napoleão Bonaparte faz derrubar em 1799, arvorando-se em primeiro cônsul. (...) De simples oficial de artilharia, Bonaparte chegara, mediante golpes de Estado, ao cargo supremo do país, fazendo-se proclamar imperador em 1804. Sob a sua direção audaciosa, todas as conquistas militares se empreendem. (...)

A esse tempo, todos os gênios espirituais do Ocidente se reúnem nas esferas próximas do planeta, implorando a proteção divina para os seus irmãos da humanidade. Emissários de Jesus descem com a sua palavra magnânima, a instruir os trabalhadores do Bem, levantando-lhes as energias para os bons combates.

–  Irmãos – elucidam eles – ordena o Senhor que espalhemos a Sua luz e o Seu amor infinito sobre todos os corações que sofrem na Terra. As forças das sombras intensificam a miséria e o sofrimento em todos os recantos do planeta. As ondas revolucionárias enchem de sangue todas as estradas do globo terrestre e as trombetas da guerra se fazem ouvir, entoando as notas horríveis da destruição e da morte. Levantemos o espírito geral das coletividades oprimidas, renovando a concepção de liberdade na face do mundo...

–  Anjo amigo – interpelou um dos operários da luz naquela augusta assembléia – estarão enquadrados na lei divina os trágicos acontecimentos que se desenrolam na Terra? (...) As preces das viúvas e dos órfãos elevam-se até nós, nos mais dolorosos apelos, e, enquanto procuramos amparar esses irmãos com os nossos braços fraternos, o banquete da guerra, presidido pelos ditadores, prossegue sempre, como se obedecesse a uma fatalidade terrível dos destinos do mundo.

– Irmãos – explica o mensageiro – o plano divino é o da evolução e dentro dele todas as formas de progresso das criaturas se verificariam sem o concurso desses movimentos lamentáveis, que atestam a pobreza moral da consciência do mundo. A revolução e a guerra não obedecem ao sagrado determinismo das leis de Deus; traduzem o atrito tenebroso das correntes do mal, que conduzem o barco da vida humana ao mar encapelado das dores expiatórias. (...)"

(Trecho extraído do livro "Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho" de Humberto de Campos, psicografado por Francisco Cândido Xavier, pgs. 126-128, grifo nosso.)


NAPOLEÃO BONAPARTE

Nome: Napoleão Bonaparte
Local e ano do nascimento: Ajaccio, Córsega, 1769
Local e ano do falecimento: Ilha de Santa Helena, 1821

“Vemos em Napoleão a relação necessária entre o mais alto e o mais terrível homem [...] Atividade superior e saúde são sinais de grandeza; retidão e grande estilo se redescobrem na ação; o mais poderoso de todos os instintos, o da própria vida - o gosto pela dominação, - calorosamente recebido.”
Friedrich Nietzsche

Em algum ponto situado entre o sudeste da França e o noroeste da Itália se encontra a ilha chamada de Córsega. Foi colonizada pelos romanos no séc II a.C. e por tempos saqueada pelos sarracenos, o que levou os habitantes a se colocarem sob a proteção do Papa, que conferiu a ilha ao governo de Pisa. Esta, por sua vez, a perdeu para Gênova, que acabou por entregá-la para a França em 1768 em cumprimento ao Tratado de Versalhes.

Foi nesta ilha rochosa de idioma italiano que nasceu Napoleone Buonaparte, que viria a ser um dos maiores estadistas do século XIX. (...)

Com 24 anos, Napoleão foi escalado para um posto menor no front italiano, quando resolveu fazer uma parada em Toulon (uma base naval importante ao sul da França) para visitar um amigo. Naquele momento, o exército francês estava em combate com os britânicos que apoiavam os monarquistas franceses, e, coincidentemente, o oficial responsável pela artilharia fora gravemente ferido, então convidaram Napoleão a assumir seu posto. Com sua grande perícia em estratégias militares, Napoleão reformulou toda a posição do exército francês, modificando seu treinamento e providenciando alimentos, cavalos e munições. Em pouco tempo, conseguiu tomar posições britânicas fortemente guardadas, o que levou a conseguir a patente de major. Pouco depois, repeliu com sucesso um ataque britânico e atingiu o posto de coronel e quando seus canhões arrasaram as entradas de Toulon, Napoleão foi promovido a general-de-brigada. Em quatro meses, ele passou de capitão a general, inclusive mentindo sobre sua idade para conseguir tão alta patente.

(...)

Em 1794, de volta à França, Napoleão conheceu um grande membro do partido jacobino, Maximilien Robespierre, que ficou inspirado pela sagacidade do jovem general e apadrinhou sua carreira diante da Convenção da revolução.

Em julho desse mesmo ano, de volta de uma missão em Gênova, Napoleão ficou aturdido pela notícia que seu grande protetor, Robespierre, havia sido preso e guilhotinado. Devido à sua ligação com Robespierre, Napoleão foi afastado do exército e preso. Seu confinamento durou pouco. Uma comissão de investigação o julgou inocente e o libertou, mas sua carreira estagnou por um longo tempo."

(Fonte: http://www.nethistoria.com, acessado em 15/6/05.)

Amigos, a história de Napoleão é longa... e interessante. Ele também foi um importante personagem para a consecução dos planos de Jesus para com a nossa Pátria querida. Quem quiser saber mais, acesse o site indicado e entre no link de biografias. Vale a pena!


Pour vous, les plus belles fleurs !!!

PARA VOCÊS, AS MAIS BELAS FLORES!!!




Escrito por Mari às 09h10
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Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho

CAPÍTULO XV - A REVOLUÇÃO FRANCESA

"Em 1792, D. João assumia a direção de todos os negócios do trono português, em virtude da perturbação mental de sua mãe, D. Maria I. (...)
Em 1789, estalara a Revolução Francesa, modificando a estrutura de todos os governos da Europa. Depois da sua reunião em Versalhes, no dia 5 de maio de 1789, os Estados Gerais se transformaram em Assembléia Constituinte e, a 14 de julho do mesmo ano, o povo, oprimido e dilacerado pelas flagelações e pelos impostos, derrubava a Bastilha, esfacelando o símbolo do despotismo da realeza. Luís XVI é guilhotinado a 21 de janeiro de 1793. Instala-se a república francesa sobre um pedestal de sangue, que corre abundantemente nas praças de Paris. Após a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, as coletividades da França se haviam entregado àqueles anos de embriaguez no morticínio. (...) O período do Terror é a grande ameaça ao mundo inteiro. Esse período, porém, se encerra com a morte de Maximiliano Robespierre, no cadafalso para o qual os seus excessos de autoridade haviam mandado inúmeras vítimas."

(Trecho retirado do livro "Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho", de Chico Xavier, pelo espírito Humberto de Campos, pags. 125-126.)


A BASTILHA

A Bastilha foi construída em 1370 e tornou-se uma prisão durante o reinado de Carlos VI; no entanto foi durante a Regência do Cardeal Richelieu, no século XVII que tornou-se uma prisão para nobres ou letrados, adversários políticos, aqueles que se opunham ao governo ou mesmo à religião oficial.

No dia 14 de julho a Bastilha abrigava apenas 7 prisioneiros, no entanto a multidão invadiu-a tanto por representar um símbolo do absolutismo, como para tomar as armas que haviam em seu interior.

A REVOLUÇÃO

A importância da Queda da Bastilha reside no fato de que a partir desse momento a revolução conta com a presença das massas trabalhadoras, deixando de ser apenas um movimento onde deputados julgavam que poderiam eliminar o Antigo Regime apenas fazendo novas leis.

(...)

O Rei Luís XVI

Na medida em que a nobreza recusou-se a abrir mão de seus privilégios, o rei Luís XVI viu-se forçado a convocar a Assembléia dos Estados Gerais, que reuniria os representantes da Nobreza, do Clero e do Povo (burgueses). As manobras políticas da realeza tinham por objetivo fazer aprovar nova legislação, que preservaria os privilégios do 1° e 2° estados e ao mesmo tempo sobrecarregariam o 3° estado.

Reunião da Assembléia Nacional

Em 17 de junho os representantes do povo se auto proclamam Assembléia Nacional.

(...)

Enquanto os deputados se reuniam na Assembléia, o rei reunia tropas na tentativa de evitar o movimento revolucionário, foi nesse contexto que formou-se a "Milícia de Paris" e no dia seguinte as ruas e a Bastilha eram do povo.

O movimento revolucionário saia às ruas; percebia-se que somente com a participação e o apoio popular poderiam haver mudanças significativas. Apesar de organizada e armada, a camada popular urbana defendia a manutenção da Assembléia Constituinte e portanto acreditava que as novas leis poderiam trazer uma mudança significativa.

Ao contrário, no campo, a situação era de marcada por grande radicalização caracterizada por invasões de propriedades senhoriais, onde muitos nobres foram executados, cartórios invadidos, onde os títulos de propriedade feudal eram queimados. Os camponeses não possuíam uma ideologia definida e nem um projeto acabado, porém o movimento — Grande Medo — refletia a situação de profunda miséria vivida no campo.

Ao fugir do controle da burguesia, o movimento camponês foi responsável por uma das primeiras mudanças significativas da Revolução: a 26 de agosto foi aprovada a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, de inspiração iluminista, defendia o direito a liberdade, à igualdade perante a lei, a inviolabilidade da propriedade privada e o direito de resistir à opressão."

(Fonte: http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=179, acessado em 05/06/05)


MAXIMILIEN FRANÇOIS MARIE ISIDORE DE ROBESPIERRE

Nascimento: 06/05/1758, França – Falecimento: 28/07/1794, Paris, França

Causa: Guilhotinado (após tentar matar-se com um tiro no queixo, no Hotel de Ville)

(Fonte: http://paginas.terra.com.br/educacao/projetovip/0506.htm, acessado em 05/06/05)

"Robespierre (...) foi uma das figuras mais expressivas da Revolução Francesa. Deputado pelo Tiers Ètat em 89, segundo Mirabeau, era um homem "que acreditava no que dizia", uma espécie de fanático de si mesmo. Ganhou a alcunha de "Incorruptível" por sua intransigência com todas as coisas em que punha pontos de honra. Em certo momento dominou a Convenção revolucionária e se opôs a uma Constituição fundada sobre normas jurídicas normais, defendendo a prorrogação de "um Direito Revolucionário". Em nome desse Direito, enviou muita gente à guilhotina. Em nome dele, perdeu também a cabeça nos dias do Terror."

(Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/almanaque/leituras_09jul00.htm, acessado em 05/06/05)


Pour vous, les plus belles fleurs !!!

PARA VOCÊS, AS MAIS BELAS FLORES !!!




Escrito por Mari às 12h25
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ANIVERSÁRIO DO MEU AMOR !!!!

Hoje é aniversário do Du, meu amor.

Nós já temos 18 anos de convivência... É uma vida!

O que dizer?

Desejo a você, Du, toda a felicidade do mundo... Peço a Jesus que o abençõe a cada instante de sua vida...

Peço a você, querido, que procure aproveitar as oportunidades concedidas pelo nosso Pai de Amor e de Bondade: oportunidades de convivência, de crescimento, de aprendizado. São todas bênçãos em nossas vidas.

E quanto a mim...

Lembra-se de quando tudo começou? Eu te telefonei e a gente ouviu junto uma música...

Pois hoje repito pra você o que a gente ouviu naquele dia:

"Se você vier

Pro que der e vier

Comigo

Eu te prometo o sol

Se hoje o sol sair

Ou a chuva

Se a chuva cair

Se você vier

Até onde a gente chegar

Numa praça na beira do mar

Pedaço de qualquer lugar

Nesse dia branco

Se branco ele for

Esse canto, esse tão grande amor

Se você vier

Pro que der e vier

Comigo"

(Música "Dia Branco" de Geraldo Azevedo)

PARABÉNS QUERIDO !!!

EU AMO VOCÊ !!!


 

MUITAS FLORES PARA VOCÊS !!!

MUITAS FLORES PARA DO DU !!!


 



Escrito por Mari às 12h03
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UM SAMBA EM HOMENAGEM A MINAS GERAIS...

Depois de conhecer tanto sobre a Inconfidência Mineira, nada como prestar uma homenagem a esta terra hospitaleira...

 

Fantasia de Minas (Delê Araújo)

Você já foi à Bahia, já?

Então vá ver Minas Gerais...

Se na Bahia você viu muita coisa

Em Minas você vai ver muito mais.

Você viu coisas por lá

De deslumbrar a retina.

Porém não viu Sabará,

São João Del Rey, Diamantina...

Como pode o peixe-vivo viver fora d'água fria?

Como pode o peixe-vivo viver fora d'água fria?

Mariana, Ouro Preto,

Cidades dos meus sonhos, monumentos

Belo Horizonte, um deslumbramento,

Chave de ouro de um soneto.

Oh! Venham ver a minha terra

Honrando a glória e a tradição do meu torrão.

Você vai ver a gente hospitaleira

No coração da terra brasileira.

E verá por toda a parte o fulgor da arte

Do Aleijadinho em obras imortais...

Minas é isso e muito mais!

Como pode o peixe-vivo viver fora d'água fria?

Como pode o peixe-vivo viver fora d'água fria?


SABARÁ

Teatro de Ópera

Igreja do Ó


SÃO JOÃO DEL REY

Catedral de Nossa Senhora do Pilar

Maria Fumaça


DIAMANTINA

Igreja São Francisco de Assis

Mercado dos Tropeiros


MARIANA

    

Museu Arquidiocesano e Capela do Seminário Maior (São José)


OURO PRETO

  

Igreja São Francisco de Assis e Museu da Inconfidência


BELO HORIZONTE

Palácio do Governo

Pampulha


CONGONHAS

Basílica de Bom Jesus do Matosinhos


 

FLORES PARA VOCÊS !!!

(Estas são da Dani do BB! Beijo, amiga!)




Escrito por Mari às 07h44
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ABOLIÇÃO

AMIGOS, VOU DAR UM TEMPO NO BRASIL, CORAÇÃO DO MUNDO PARA LEMBRAR, MAIS UMA VEZ, OS MOMENTOS DA LIBERTAÇÃO DOS ESCRAVOS... NA REALIDADE, NÃO ESTAMOS SAINDO O TEMA DO LIVRO... ESTAMOS APENAS NOS ADIANTANDO UM POUQUINHO...

AQUI VÃO ALGUMAS DAS FOTOS DA APRESENTAÇÃO DO CAPÍTULO DA ABOLIÇÃO QUE REALIZAMOS ONTEM, 15/5 NA FUNDAÇÃO CAMINHO, VERDADE E VIDA...

ENVOLVIDOS EM GRANDE E SUBLIME EMOÇÃO, TIVEMOS AINDA, A OPORTUNIDADE DE OUVIR UM AMIGO PRETO-VELHO QUE NOS DISSE COISAS DE UMA BELEZA INFINITA, ENALTECENDO A NOSSA PÁTRIA, O NOSSO POVO E RECORDANDO, EMOCIONADO, AS CAMÉLIAS, OS CASTIGOS SOFRIDOS, A PRINCESA...

QUE JESUS ABENÇOE A NOSSA PÁTRIA E OS NEGROS QUE A CONSTRUÍRAM...

E VIVA DEUS !!!!


Escravos trabalhando... pretos-velhos recitando poema.

  

Escravos, sofridos de tanto apanhar, falando com o feitor.

  

O anjo Ismael, protetor da Pátria do Cruzeiro, abraça ternamente a Princesa Isabel, que mal consegue conter sua emoção, sentindo coisas que "não sabe bem definir".

A Princesa recebe a Lei, lê o seu conteúdo...

   

... e a assina, inspirada pelo Anjo Ismael. Ele, por meio de José do Patrocínio, beija as mãos da Princesa.

  

Os escravos, felizes e emocionados, festejam sua libertação, livrando-se das correntes que os prendiam...

E o anjo Ismael permanece, sob o comando de Jesus Cristo, abençoando os escravos, bem como a toda o Brasil, CORAÇÃO DO MUNDO E PÁTRIA DO EVANGELHO!!!


 

CAMÉLIAS PARA VOCÊS !!!!!


 



Escrito por Mari às 13h46
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Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho

Encerrando o Capítulo XIV sobre a Inconfidência Mineira

(Imagem da cidade de Tiradentes - MG) 

"Tiradentes entrega o espírito a Deus, nos suplícios da forca, a 21 de abril de 1792. Um arrepio de aflitiva ansiedade percorre a multidão, no instante em que o seu corpo balança, pendente das traves do cadafalso, no Campo da Lampadosa.

Mas, nesse momento, Ismael recebia em seus braços carinhosos e fraternais a alma edificada do mártir.

— Irmão querido — exclama ele — resgatas hoje os delitos cruéis que come-teste quando te ocupavas do nefando mister de inquisidor, nos tempos passados. Redimiste o pretérito obscuro e criminoso, com as lágrimas do teu sacrifício em favor da Pátria do Evangelho de Jesus. Pássaras a ser um símbolo para a posteridade, com o teu heroísmo resignado nos sofrimentos purificadores. Qual novo gênio surges, para espargir bênçãos sobre a terra do Cruzeiro, em todos os séculos do seu futuro. Regozija-te no Senhor pelo desfecho dos teus sonhos de liberdade, porque cada um será justiçado de acordo com as suas obras. Se o Brasil se aproxima da sua maioridade como nação, ao influxo do amor divino, será o próprio Portugal quem virá trazer, até ele, todos os elementos da sua emancipação política, sem o êxito incerto das revoluções feitas à custa do sangue fraterno, para multiplicar os órfãos e as viúvas na face sombria da Terra...

Um sulco luminoso desenhou-se nos espaços, à passagem das gloriosas entidades que vieram acompanhar o espírito iluminado do mártir, que não chegou a contemplar o hediondo espetáculo do esquartejamento.

Daí a alguns dias, a piedosa rainha portuguesa enlouquecia, ferida de morte na sua consciência pelos remorsos pungentes que a dilaceravam e, consoante as profecias de Ismael, daí a alguns anos era o próprio Portugal que vinha trazer, com D. João VI, a independência do Brasil, sem o êxito incerto das revoluções fratricidas, cujos resultados invariáveis são sempre a multiplicação dos sofrimentos das criaturas, dilaceradas pelas provações e pelas dores, entre as pesadas sombras da vida terrestre."

(Trecho extraído do livro "Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho", de Chico Xavier, pelo espírito Humberto de Campos, pgs. 122-123).


 

FLORES PARA VOCÊS !!!



Escrito por Mari às 22h03
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Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho

Continuando o capítulo XIV... sobre a Inconfidência Mineira

(Fonte: http://www.blogstep.blogger.com.br, acessado em 10/5/05).

"Os historiadores falam do grande pavor daqueles onze homens que se ajuntavam, andrajosos e desesperados, na sala do Oratório, para ouvirem a sentença da sua condenação, após três longos anos de separação, em que haviam ficado incomunicáveis nos diversos presídios da época. A leitura da peça condenatória, pelo Desembargador Francisco Alves da Rocha, levou quase duas horas. Depois de conhecerem os seus termos, os infelizes conjurados passaram às mais dolorosas e recíprocas recriminações. Os mais tristes quadros de fraqueza moral se patenteavam naqueles corações desiludidos e desamparados; mas, no dia seguinte, a dura sentença era modificada. D. Maria I havia comutado anteriormente as penas de morte em perpétuo degredo nas desoladas regiões africanas, com exceção do Tiradentes, que teria de morrer na forca, conservando-se o cadáver insepulto e esquartejado, para escarmento de quantos urdissem novas traições à coroa portuguesa.

O mártir da inconfidência, depois de haver apreciado, angustiadamente, a defecção dos companheiros, reveste-se de supremo heroísmo. Seu coração sente uma alegria sincera pela expiação cruel que somente a ele fora reservada, já que seus irmãos de ideal continuariam na posse do sagrado tesouro da vida. As falanges de Ismael lhe cercam a alma leal e forte, inundando-a de santas consolações."

(Trecho extraído do livro "Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho", de Chico Xavier, pelo espírito Humberto de Campos, pgs. 121-122).


Sentença de Tiradentes

 

(Leitura da sentença contra Tiradentes. Óleo de Eduardo Sá.
Fonte:
http://www.tj.ba.gov.br/publicacoes/mem_just/volume2/cap8.htm, acessado em 10/5/2005)

As coisas pareciam irreais para os conjurados. Mudos, cabelos emaranhados e longos, ouviam seu movimento a voz ritmada e monótona do escrivão da alçada, que lia a sentença condenatória de Tiradentes que sereno, ouvia:

“Portanto condenam ao réu Joaquim José da Silva Xavier, por alcunha de Tiradentes, Alferes que foi da tropa paga da Capitania de Minas, a que com braço e pregação seja conduzido pelas ruas públicas ao lugar da forca e nela morra de morte natural para sempre, e que depois de morto lhe seja cortada a cabeça e levada a Vila Rica, onde em lugar mais público dela será pregada, em um poste alto até que o tempo a consuma e o seu corpo será dividido em quatro partes, e pregado em postes, pelos caminhos de Minas Gerais, no sítio de Varginha e das Cebolas, onde o réu teve suas infames práticas, e os mais nos sítios de maiores povoações até que o tempo também os consuma; declaram o réu infame, e seus filhos e netos, tendo-os os seus bens aplicam para o fisco e Câmara Real, e a casa em que vivia em Vila Rica será arrasada e salgada, para que nunca mais no chão se edifique, e, não sendo própria, será avaliada e paga a seu dono pelos bens confiscados, e no mesmo chão se levante um padrão, pelo qual se conserve a memória desse abominável réu”.

D. Maria I

(Fonte: http://www.brasilseguranca.com.br/sentenca.cgi#Sentença%20de%20Tiradentes, acessado em 10/5/05).


CURIOSIDADES SOBRE A INCONFIDÊNCIA MINEIRA

Você sabia que...

... a cabeça de Tiradentes, levada do Rio de Janeiro para Vila Rica e exposta num poste em frente da Igreja de Nossa Senhora dos Remédios dos Brancos, foi roubada na terceira noite e nunca mais foi encontrada.

——— *** ———

... considerada por muitos uma conspiração de poetas e loucos, a Inconfidência Mineira apresenta números que negam a teoria. Os Autos da Devassa implicam 84 pessoas - apenas 24 condenados. Os números: militares foram 15, Civis foram 62 e clérigos foram 7. Entre os militares, está presente quase toda a oficialidade do Regimento de Cavalaria Regular de Minas. Entre os civis, destacam-se: 1 banqueiro, 4 engenheiros, 12 bacharéis em Direito e 4 médicos.

Barra de ouro com o símbolo da Coroa Portuguesa, de 1720.

——— *** ———

... alferes, do árabe al-fars, o cavaleiro, era o antigo oficial do exército com posto logo abaixo do de tenente.

——— *** ———

... escrito por Tomás Antônio Gonzaga durante sua prisão no Rio, em 1789, Marília de Dirceu é um dos mais belos poemas de amor da língua portuguesa. Foi dedicado à jovem Maria Dorotéia de Seixas, com 16 anos na época, por quem o poeta, com 43 anos, se apaixonou e com quem iria se casar se não tivesse sido preso e enviado para a África.

——— *** ———

... o encarregado de enforcar Tiradentes, o carrasco Jerônimo Capitânia é, como costumava acontecer, um escravo que teve a condenação à morte transformada em prisão perpétua. Em troca, deve executar as penas capitais impostas pela Coroa, em geral contra negros. Nete caso, Capitânia é "premiado" com a rara oportunidade de executar um branco. Em 1874, a pena de morte foi abolida no Brasil.

——— *** ———

... tradicional no imaginário popular desde o século 19, a imagem de Tiradentes com barba e cabelos longos é consagrada no governo Castelo Branco (1964-67). Em 1966, Castello lhe dá o título de Patrono Cívico da Nação e promulga decreto obrigando que toda representação do alferes se baseie na figura retratada por Francisco Andrade, em escultura exposta no Palácio Tiradentes (RJ). Tal retrato já era condenado por historiadores, os quais afirmavam que os condenados à morte tinham cabeça e rosto raspados antes da execução. O decreto é revogado, em 1976, por Ernesto Geisel.

(Fonte: http://educaterra.terra.com.br/almanaque/inconfidencia/inconfidencia_5.htm, acessado em 10/5/05).


FLORES DE MUITAS CORES PARA VOCÊS!!!



Escrito por Mari às 18h08
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Continuando o Capítulo XIV...

 

(A bandeira de Minas Gerais teve sua origem na inconfidência mineira, o triangulo central representa a Santíssima trindade. A inscrição é em latim e diz: Liberdade ainda que seja tarde. Esta bandeira iria representar a futura nação dos inconfidentes. Fonte: http://www.escolavesper.com.br/inconfidencia_mineira.htm, acessado em 27/4/05)

"(...) Depois de algumas conversações em Vila Rica, das quais, entre muitos outros, participaram Inácio de Alvarenga, Joaquim José da Silva Xavier, Cláudio Manuel da Costa e Tomás Gonzaga, conversações em que foram adotadas as primeiras providências, a infiltração das idéias libertárias começou a fazer-se através de todos os elementos da capitania, no que ela possuía de mais representativo. (...)

Embriagados pela concepção da liberdade política, mas, dentro dos seus triunfes literários, afastados das realidades práticas da vida comum, os intelectuais mineiros não descansaram. Idealizaram a república, organizaram seus símbolos, multiplicaram prosélitos das suas idéias de liberdade; porém, no momento psicológico da ação, os delatores, a cuja frente se encontrava a personalidade de Silvério dos Reis, português de Leiria, levaram todo o plano ao Visconde de Barbacena, então Governador de Minas Gerais. O governador age com prudência, a fim de sufocar a rebelião nas suas origens, e, expedindo informes para que o Vice-Rei Luís de Vasconcelos efetuasse a prisão do Tiradentes no Rio de Janeiro, prende todos os elementos da conspiração em Vila Rica, depois de avisar secretamente aos seus amigos do peito, simpatizantes da conjuração, quanto à adoção de tais providências, para que não fossem igualmente implicados.

Aberta a devassa e terminado o vagaroso processo, são condenados à morte todos os chefes já presos.(...)"

(Trecho extraído do livro "Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho", de Chico Xavier, pelo espírito Humberto de Campos, pgs. 119-121).


UM POUQUINHO SOBRE "OS INCONFIDENTES"

Inácio de Alvarenga Peixoto: (1732-1793) Doutorou-se pela Universidade de Coimbra, em 1759. Como protegido do marquês de Pombal, permanceu em Portugal até 1776. Logo depois, no posto de coronel, assumiu o comando do Regimento de Cavalaria de Campanha do Rio Verde, onde possuía grandes propriedades rurais. Casou com a poetisa Bárbara Heliodora Guilhermina da Silveira. Envolveu-se na Inconfidência Mineira e foi preso em maio de 1789, em S.João D'El Rei, sendo enviado para Vila Rica e daí para a Corte. Durante o interrogatório denunciou os companheiros. Condenado inicialmente à morte, teve a pena comutada para degredo em Angola, onde morreu em 1793.

Claúdio Manuel da Costa: (1729-1789) Bacharelou-se em Canônes na universidade portuguesa de Coimbra e logo após abriu um escritório de advocacia em Vila Rica. É um dos fundadores da Arcádia Ultramarina. Era juiz das Demarcações de Sesmarias do Termo de Vila Rica quando começou a Inconfidência Mineira. Ao ser preso com os conspiradores, enforcou-se dois dias depois na cela. mesmo assim foi declarado infame sua memória e seu filhos e netos, tendo os bens confiscados. Em 1792 o tribunal de Alçada revogou a sentença, determinado que o governo entregasse, a quem pertencessem, os bens confiscados.

Tomás Antônio Gonzaga: (1744-1812) Ingressou na Universidade de Coimbra em 1763 e formou-se em Leis. Voltou ao país em 1782 e trouxe uma biblioteca com 90 livros. Foi nomeado Ouvidor da Comarca de Vila Rica, fez amizade com o advogado Cláudio Manuel da Costa e conheceu a jovem Maria Dorotéia Joaquina de Seixas, chamada de Maríla em suas poesias. Foi preso em maio de 1789 sendo recolhido à cadeia da Ilha das Cobras. Condenado ao degredo perpétuo na África, teve a pena comutada para 10 anos. partiu para Moçambique em 1792 e exerceu o cargo de Juiz de Alfândega. Casou-se em 1793 com a filha de um rico negreiro Alexandre Roberto Mascarenhas. No final de sua vida perdeu a razão. Deixou as obras literárias Marília de Dirceu, versos, e Cartas Chilenas, crítica mordaz ao governo de Minas Gerais.

Joaquim Silvério dos Reis: primeiro a delatar a conspiração, em troca de perdão de uma dívida de 220 mil réis. Foi para Portugal em 1794 depois de sofrer dois atentados em Minas e Rio. Em Lisboa, é recebido pelo príncipe-regente D.João. Condecorado com o Hábito de Cristo e o título de fidalgo da casa real em foro e moradia, recebe pensão anual de 200 mil-réis. volta ao Brasil com a corte real, em 1808, e assume o posto de tesoureiro da bula de Minas, Goiás e Rio.

——— *** ———

(Fonte: http://www.suapesquisa.com/tiradentes)

Joaquim José da Silva Xavier (Tiradentes): (1746-1792) Assentou praça no Regimento de Dragões, chegando até o posto de alferes (na época, posto abaixo de tenente) apesar do longo tempo de serviço. Explorou mina de ouro sem muito sucesso e exercia a profissão de dentista, de onde veio o apelido de Tiradentes. Era mascate (vendedor ambulante) quando, em Vila Rica, conheceu José Alves Maciel, que regressara da Europa e trazia idéias de república e libertação. A partir daí participou da Inconfidência Mineira. Ele foi preso em maio de 1789 no Rio de Janeiro, quando buscava apoio da província vizinha. No dia 18 de abril de 1792 era proferida a sentença aos 29 presos, sendo 11 condenados à forca e os restantes ao degredo. No entanto, 48 horas depois, no dia 20 de abril, era proferida nova sentença condenando Tiradentes à forca e os demais ao degredo na África. No dia 21 de abril de 1792, Tiradentes foi enforcado no Campo de S. Domingos, no Rio de Janeiro. Seu corpo foi esquartejado e os despojos expostos em locais onde exercera seu papel de conspirador. Na década de 1870 os clubes republicanos tentaram resgatar a memória de Tiradentes. Um Decreto de 1890 considerou o dia 21 de abril de feriado nacional. Em 1928, Décio Vilares pintou a óleo o retrato de Tiradentes, aproximando suas feições de uma gravura popular de Cristo, numa simbologia de mártir da pátria.

(Fonte: http://educaterra.terra.com.br/almanaque/inconfidencia/inconfidencia_4.htm, acessado em 27/4/05)


Durante o capítulo, estarei mostrando mais sobre Tiradentes, e colocarei algumas curiosidades sobre a Inconfidência Mineira.

FLORES PARA VOCÊS !!!



Escrito por Mari às 21h37
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Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho

 

Capítulo XIV - A Inconfidência Mineira

(Litografia de Rugendas. Vila Rica. Fonte: www.nascente.com.br/rugendas)

"Por morte de D. José, ascendeu ao trono sua filha, D. Maria I, a Piedosa (...)

A capitania de Minas Gerais, que se criara e desenvolvera sob a carinhosa atenção dos paulistas, era então o maior centro de riquezas da colônia, com as suas minas inesgotáveis de ouro e diamantes. A sede de tesouros edificara Vila Rica nos cumes enevoados e frios das montanhas, reunindo-se ali uma plêiade de poetas e escritores que sentiriam, de mais perto, as humilhações infligidas pela metrópole portuguesa à pátria que nascia. A verdade é que em Minas se sentia, mais que em toda parte, o despotismo e a tirania. O clero, a magistratura e o fisco, juntos aos ambiciosos que aí se estabeleceram, apossavam-se de todas as possibilidades econômicas, presas de criminosa ânsia de fortuna. (...)

Por toda a capitania mais rica da colônia, desdobram-se quadros dolorosos da miséria do povo, esmagado pelos impostos de toda natureza. As coletividades de trabalhadores, conduzidas à ruína pelo malogro das minerações, não conseguiriam suportar por mais tempo semelhantes vexames. Em Minas, porém, uma elite de brasileiros considera a gravidade da situação. Intelectuais distintos se sentem compenetrados da maioridade da pátria, que, ao seu ver, poderia tomar as rédeas dos seus próprios destinos.

Iniciam-se os esboços da conspiração. (...)" 

(Trecho extraído do livro "Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho", de Chico Xavier, pelo espírito Humberto de Campos, pgs. 117-119).


MINAS GERAIS

"Minas Gerais é o maior Estado do Sudeste brasileiro, com cerca de 56.970 km2 de campos e montanhas, distantes do mar.

Sua capital, Belo Horizonte, a primeira cidade planejada no Brasil, é a entrada natural para um mergulho profundo na história do Brasil. Ouro Preto, cenário dos Inconfidentes, mostra seu esplendor barroco, sua riqueza artística e histórica que resultou no tombamento da cidade, pela UNESCO, em 1980 - "Patrimônio Cultural da Humanidade". Congonhas, a cidade vizinha, também mereceu esta honra. Continuando o passeio pelas cidades históricas mineiras, devem ser visitadas Sabará, Tiradentes, Mariana, Diamantina e São João Del Rei. Minas Gerais possui ainda, excelentes estâncias hidrominerais como Araxá, Caxambú, Cambuquira, São Lourenço e Lambarí, cujas propriedades naturais contribuem para muitos anos de boa saúde.


Igreja Bom Jesus do Matozinho, Congonhas

A economia se baseia na indústria (têxtil, confecções, metalúrgica, material elétrico, construção civil, mineração, siderúrgica, transformação de mineirais não-metálicos, agroindústria), na pecuária e na agricultura. 

O desbravamento da região teve início no século 16, por bandeiras que buscavam ouro e pedras preciosas. Em 1693, as primeiras descobertas importantes de ouro provocaram uma corrida cheia de incidentes, sendo o mais grave a Guerra dos Emboabas (1707-10). Em 1709, foi criada a Capitania de São Paulo e Minas de Ouro, que, em 1720, foi desmembrada em São Paulo e Minas Gerais.


Ouro Preto, Vista Parcial

Na primeira metade do século 18, a região tornou-se o centro econômico da colônia, com rápido povoamento. No entanto, a produção aurífera começou a cair por volta de 1750, o que levou Portugal a buscar meios para aumentar a arrecadação de impostos, provocando a revolta popular, que culminou na Inconfidência Mineira, em 1789. (...)


Tiradentes, Vista Parcial

(Fonte: http://www.mg.probrasil.com.br, acessado em 26/4/05)


OH! MINAS GERAIS! OH! MINAS GERAIS!

QUEM TE CONHECE, NÃO ESQUECE JAMAIS!

OH! MINAS GERAIS!

FLORES PARA VOCÊS !!!

 



Escrito por Mari às 18h35
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